sábado, 6 de junho de 2020

Os aeronautas


Titulo original: Aeronauts

Diretor: Tom Harper

Gênero: Drama/Aventura biografica

Lançamento: 2019

Elenco: Felicity Jones, Eddie Redmayme








Sinopse:


The Aeronauts é um filme britano-estadunidense de 2019, dos gêneros drama biográfico e aventura, dirigido por Tom Harper e escrito por Jack Thorne e pelo próprio diretor.
Inspirado em histórias reais e produzido por Todd Lieberman, David Hoberman e Harper, The Aeronauts é estrelado por Felicity Jones, Eddie Redmayne, Himesh Patel e Tom Courtenay.
O filme foi lançado no Festival de Cinema de Telluride, em 30 de agosto de 2019, após uma exibição no Festival Internacional de Cinema de Toronto. No Reino Unido, a obra foi lança em 4 de novembro de 2019 e, nos Estados Unidos, em 6 de dezembro de 2019.

Opinião:


Nota 8 - Sabemos que nem todo filme biografico é 100 verdadeiro, sempre tem um dedinho de "acho que assim é melhor", mas mesmo assim o filme consegue passar bem o que a ciência viveu naqueles tempos. Foi criado situações que ajudaram dar um charme ao enredo e isso deu certo, então veracidade a parte, a biografia de James Glaisher trouxe-me uma diversão agradavel.
Spoiler!!! Não espere um romance.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Teremos que recomeçar! De novo?



Tempos difíceis, afloram quem realmente somos.

A histórica frase de Abrahan Lincoln,"Se quiser pôr à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder.", é fatídica.

Acredito que a essência do ser humano, não é boa.

Alguns a conseguem equilibrá-la e tornam-se boas pessoas. Outras, raríssimas, vão além e conseguem reverte-la a ponto de se tornarem seres humanos de fato. Obras divinas.

Mas na sua grande maioria, infelizmente, deixa crescer um lado mais obscuro. O lado negro da força.

Uns, até relutam e variam entre o bem e o mal. Já outra parte, sinaliza um bem lá no fundinho, mas ainda deixa prevalecer o lado ruim. Existem também aqueles que são só um tanto maus. Errando, mas julgando-se estar fazendo um bem maior, bem geralmente voltado a eles próprios. E por final, há os que são maus mesmos. Seres que vivem para tirar tudo de outra pessoa. Tiram bens, dignidade e não satisfeitos, a vida.

A frase do presidente americano, já foi reconhecida como verdadeira, inúmeras vezes, principalmente quando alguns ditos líderes, seja de qualquer segmento, chega ao poder. Político ou outro.

Tem um mal também, que persiste viver paralelamente e que causa tão mal quanto o outro. O famoso "tamô junto", afinal o meu é o melhor.

Meu? Ele nem sabe que você existe.

O que mais vi nesses últimos dois anos, foram amigos, parentes, irmãos e próximos afetivos, se odiarem por causa de um estranho. Seja através da política ou até mesmo pelo esporte.

Frases pesadas e grossas, ditas ou escritas com tanto ódio, que chega a assustar. Seja assistindo um pronunciamento, seja num gol adversário ou principalmente em mídias sociais, com comentários horríveis.

Amigos de longa data, as vezes isolados pela vida e, que se encontram tempos depois, através do ódio pelo seu preterido político. Irmãos e casais se afastando, porque "acha" que fulano ou sicrano é melhor. Todos esquecem o que foi vivido em anos difíceis, em momentos dolorosos, compartilhados, muitas vezes até de forma consoladora com abraço e lágrima, para permitir que um ódio injustificado se instale, Só por um não gostar da predileção do outro.

E isso acontece, em tudo que lutamos muito melhorar, seja na política, na discriminação social, sexual, cor, procedência e até no esporte. Esse último, criado para nos deixar mais leves, alegres, para no divertir e agora transformado em justificativa para confrontos e mortes. Tudo isso virou argumento para permitir o ódio se fortificar, instalar e destruir toda uma história de conquista, de vivência e amor.

Temos que cultivar a cultura do amor e respeito. Nos divertirmos com as vitórias e derrotas de nosso time preferido. Alimentar a solidariedade e não permitir que nosso semelhante corra risco de vida, por não ter o que comer ou onde morar. Temos que ser mais pacientes, atenciosos, compreensivos e amar a todos que estão ao nosso redor, na nossa história e que independente de qualquer justificativa, precise de nós.

Já pensou se Ele, Deus, escutar a mensagem do ator Flávio Migliaccio, de que "a humanidade não deu certo" e dizer:

- Ops... Foi mal Flávio, mas acho que tem razão. Vamos recomeçar. Vejamos...
  • Meteoro, já foi
  • Diluvio, também...

- Quem sabe... hum.

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Fui premiado!!!

Quem disse que a pandemia só trouxe tristezas?

Meu amigo, se você disse, pode estar muito errado. Pelo menos no meu ponto de vista, afinal acabo de receber a notícia de mais uma premiação para minhas sandices.
No final de março, o Clube de Autores lançou um desafio : "Crônicas de Quarentena". Um concurso para quem gosta de escrever crônicas, com um tema muito atual, nosso confinamento.
Topei e me inscrevi com a a crônica "Quarentena". E não foi que gostaram e a escolheram? A crônica foi selecionada com mais outras 38, para participar de um livro da editora, com o tema sobre o momento que vivemos, entre as mais de 800 inscritas.
Espere aí... Caracas!!!! São mais de 800 crônicas e escolheram logo a minha!
Se escrevo sandices, acho que quem as escolhem, também não deve bater muito bem da cabeça... Kkkk
Enfim, estou muito feliz com a premiação e quero dividir com você que as vezes, quando está perdido pela internet, para nesse blog e lê algo. Afinal, só escrevo porque você prestigia, então esse premio também é seu.
Obrigadooooo!


Olha só que legal!!
https://blog.clubedeautores.com.br/2020/05/clube-de-autores-lancara-livro-com-39-cronicas-sobre-a-quarentena.html


A crônica está no link abaixo, se tiver um tempinho...

terça-feira, 28 de abril de 2020

Com vinte e dezenove - Início da Quarentena


Muita informação, as vezes confunde e complica demais. Pelo menos ao que se refere a minha mãe.

Em plena quarentena, eu trabalhava em casa por determinação da empresa e isso ajudou muito pois, fiquei mais próximo da minha querida mãe. Ela mora no quintal ao lado, na casa do meu irmão, meu vizinho. Ela, já um tanto velhinha e com a audição um pouco reduzida, insistia e teimava em sair de casa por qualquer motivo, mesmo na quarentena. Era descuidar um pouco e ela dava a sua fugidinha.

Peguei-a por diversas vezes pronta para escapar e sair pelo bairro. Também por duas vezes, a flagrei saindo para ir ao mercadinho local. O problema é que, na segunda vez, só a encontrei quando abria o portão para entrar em casa e a flagrei com um pacote volumoso na mão, que trazia a estampa do mercadinho. Quando a interpelei, primeiro disse que estava saindo e não chegando, tentando disfarçar o que fazia. Quando apontei o pacote em sua mão, chamou-me de controlador e que nem meu velho falecido pai, ciumento demais que era, a controlava assim.

Aproveitando do momento, reclamou que sempre pegava em seu pé, ora falando para tomar cuidado com os bailes da terceira idade que frequenta e que agora, por causa da quarentena, não ia mais. Reclamou também, que não mais a deixava ir à sua dança cigana, onde sempre acompanhada de amigas, se divertia e confraternizava. O motivo era sempre o mesmo: essa tal de quarentena.

Ouvindo seus lamentos, a acompanhei até sua casa e me sentei ao seu lado, no sofá. Calmamente, comecei a explicar as razões da minha preocupação e da necessidade do confinamento.

Falei o quanto era importante ela ficar isolada e o quanto esse vírus já matou de pessoas pelo mundo todo. E agora, ele chegou ao Brasil.

Percebendo que ela estava indiferente as minhas palavras, perguntei se não estava acompanhando o noticiário da TV. Se não tinha visto como as ruas das cidades no mundo todo estavam vazias, sem ninguém circulando. Falei das inúmeras mortes na China, onde tudo começou, e ela, prontamente respondeu resmungando que esse povo chinês era muito estranho, que come de tudo e que não ia se contaminar, porque eles ficam muito longe daqui.

Voltei a falar comentando os graves números da Itália e Espanha. O primeiro já a preocupou, pois é sua referência ao Papa. Aí sim, ela se assustou e prestou mais atenção no que relatava. Ao enfatizar, que a maioria das pessoas mortas na Itália e agora também na Espanha, tinham acima de 60 anos e que por isso, nós a estávamos protegendo de se expor, ela olhou-me seriamente, falando num tom de sabedoria: “Eu até que não vejo muito televisão, mas escuto o rádio todo dia. Lá, falaram que o “Vírus Corona” - disse ela enfatizando a palavra, querendo mostrar que sabia do que falava - estava matando muita gente, mas fora do nosso país e que só pega em gente com 20 e 19”.

Assustado ao ouvir aquilo, insisti para que repetisse.

— É isso aí, meu filho. Eu estou bem informada e protegida. Comigo, não tem perigo isso não. Eles disseram no rádio, que esse vírus que está matando por lá, "o novo Corona vírus", só pega quem tem 20 e 19 anos.

Levei alguns segundos para processar suas palavras e entender o que ela dizia, e então cai na risada, deixando-a ainda mais brava.

Era por isso que via como exagero os nossos cuidados com suas saídas. Na verdade, minha mãe ouviu pelo rádio, a informação sobre o vírus Covid19 e entendeu que era “com vinte e dezenove”.

Vai vendo...


Apesar de fazê-la entender, que ambos os nomes eram do mesmo problema, que eram a mesma causa de risco, achei melhor recomendar a meu irmão, colocar chave no portão.





Ver mais... https://soufreitas.blogspot.com/2020/06/pandemia-to-fora.html

terça-feira, 17 de março de 2020

Cheguei ao 5.7 - Turbo


Acreditem, é possível... Cheguei aos 57 anos.
Carinha de 56 e corpinho de 57 mesmo.

Nem me incomodaria muito de chegar a esse meu novo recorde, se não fosse o tanto de mensagens recebidas. Facebook, Zapzap, menssager, bilhete, fax, telegrafo, sinal de fumaça, ou foi o pão do café da manhã que queimou enquanto eu lia as mensagens. Mas todos vocês fizeram a diferença.

Muitos votos de felicidade de amigos, alguns não esquecidos, mas um pouco distante da lembrança. Uns aqui do lado, outros, além mar. Amigos que estão a quilômetros de distância, longe dos olhos físicos, mas que se amontoam dentro do meu coração. Adorei reencontrá-los.

Incontáveis votos de saúde, muito bem vindo e oportuno nos dias atuais. Deixa eu fora desse Corona, quero dizer, prefiro pegar uma carona nisso. Afinal esses votos não me deixam esquecer que já estou assim, meio velhinho. Grupo de risco.

E o que dizer dos parentes então. Adoráveis primas e primos, que apesar do numeral de idade um pouco elevada deste que escreve, me fizeram deixar escapar um lágrima. Doce lembrança, imensa saudade. Em tempo: sou o caçula dessa turma.

Ainda tem os meus filhotes? Amadas crianças que, apesar de estarem sempre me lembrando que envelheço, pois não param de crescer, continuam aprontando artes. Acreditem, caí mais uma vez na inesperada e surpreendente, festa surpresa. Com direito a bolo, salgadinhos e... Agregado, o candidato a genro, também veio. Esses meus filhos... Chamaram de pré-niver, realizado no dia anterior, ou seja, fiquei ainda mais velho comemorando duas vezes.

É claro que nada acontece sem a cumplicidade de minha querida esposa. Parceira ideal e mentirosa incorrigível, que ainda insiste em dizer que aparento ter no máximo uns 40. Na verdade nem me lembro se um dia fiz quarenta, Seria possível eu ter pulado isso? Não sei, já não me lembro.

Minha mãe não podia ficar de fora. Afinal fez dois filhos nascerem no mesmo dia. Somos quase gêmeos, apenas com a diferença de um ano e três horas. Até nos minutos ela acertou. Coisa de mineiro, para economizar nas festa de aniversário. Parabéns Mano Véio.

Enfim, agradeço a todos pela lembrança, carinho e todos os votos recebidos. Afinal, já está dando a hora de velhinhos irem dormir e preciso encerrar por aqui.

Amo todos vocês de uma forma única, personalizada e especial.
Obrigado a todos!!!