sábado, 17 de novembro de 2012

Já o vi em algum lugar...

Sempre me pergunto isso, quando vejo alguém familiar. Sou um péssimo fisionomista. Conheço hoje e amanhã fico na dúvida de quem é. Mas as vezes me pego reparando em uma pessoa dizendo: "Já o vi em algum lugar..." ou mesmo na TV, reparando na aparência de atores que me lembram alguém.  Um caso interessante são os personagens de desenhos ou mesmo de filmes, alguns com certeza devem terem sido criados, baseado em pessoas comuns ou quase comuns... Veja abaixo.

Cara de um, focinho do outro.



























sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A coruja da chácara

Adorávamos ir para nossa chácara nos feriados.

Sempre saíamos à noite, depois do trabalho, para passar alguns dias tranquilos, curtindo a natureza, com muita paz e sossego.
Era uma hora e meia de estrada até Caçapava/SP.

Depois que deixávamos a rodovia, a estrada que nos levava até lá era completamente às escuras, cercada de árvores enormes. A escuridão era total.
Dirigir por ali exigia atenção redobrada: podíamos ser surpreendidos por um animal atravessando, por galhos caídos ou até por um buraco escondido no breu.
Já vimos de tudo naquela estrada: pássaros noturnos, gambás, cobras... e outras criaturas que nem conseguimos identificar, tamanha era a escuridão.

Às vezes, eu pedia para o mano véio apagar os faróis, só para sentirmos o peso daquela escuridão absoluta. Não se via nada, nada mesmo — um medo gostoso, desses que a gente só sente porque sabe que está protegido.
Com os faróis ligados, enxergávamos só até onde a luz alcançava, como num túnel de sombras.

Quando a noite era de luar, então, era um espetáculo.
Os raios da lua atravessavam os galhos das árvores, desenhando a estrada em sombras prateadas. Cena de filme.
Todos nós amávamos essas noites de viagem.

A chácara era recente. Tínhamos comprado para nossos velhinhos, e ainda precisava de muita reforma.
Naquela noite, como sempre, desci do carro para abrir o portão, enquanto o mano véio manobrava para estacionar.
Fui entrando na frente e destranquei a casa.

Assim que cruzei a porta, percebi: não estávamos sozinhos.

Dei dois passos lentos para dentro, sumindo da visão do mano véio, que ainda iluminava a entrada com os faróis.
Ouvi o carro sendo desligado, a porta batendo.
Enquanto andava no escuro em direção ao interruptor, tropecei na mesa de centro e fiz um barulho enorme.

O mano véio, lá fora, gritou:

— Dê?! (Esse era mais um dos meus apelidos.)

— Acende a luz logo, cara! Tá muito escuro aqui!

Apareci na porta, sério:

— Não estamos sós.

Pensa num cara ficando branco.
Não... Mais branco ainda. Mais que albino!

Ele congelou, sem falar nem se mexer.
Fiz sinal de silêncio e o chamei com a mão para se aproximar.

Quando ele chegou bem na entrada, acendi a luz.

Foi quando começou a gritaria.

Dentro da casa, um barulho enorme, coisa voando pra todo lado.
O mano véio? Sumiu.

— Deixa que eu resolvo! — gritei da porta, rindo por dentro.

Entrei e, depois de alguns minutos, saí triunfante, carregando um embrulho enrolado numa toalha.
Chamei o mano véio, ainda escondido atrás do carro, e, morrendo de rir, mostrei a ele o nosso "invasor": uma coruja.

Fui até o quintal e a soltei na noite.

Depois dessa presepada que armei pra ele, nunca mais me deixou entrar primeiro.
Fazia questão de desligar o carro, descer, abrir o portão, abrir a casa, acender todas as luzes...
Só então me deixava sair.

Veja só que coisa...

Só por causa de uma coruja.


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Crônicas Florestais

Crônicas Florestais

Neste livro, Claudio Silva reúne muitas crônicas, com fatos engraçados e que realmente aconteceram com os seus colegas de profissão, dentro e fora da do ambiente de trabalho. ele tentou descrevê-los de forma mais fiel possivel, porém não resistiu á tentação de realizar algumas adaptações, para facilitar a leitura e deixar o texto um pouco mais engraçados.





Opinião:

Uma leitura agradável e divertida, para mim principalmente por conhecer a maioria dos participantes das crônicas. Não sei se encontrarão para comprar, mas é um livro que vale a pena ler pra se divertir.

# 111 - Will Smith

Pensamento Vivo - 111
 


"A vida inteira as pessoas tentam te enlouquecer, te desrespeitar e te tratar mal. Deixe Deus cuidar disso, pois sentir ódio no coração também pode acabar te consumindo."



Will Smith