quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Pitacos Esportivos


Pois bem, agora é oficial. Bruno Senna está fora da Formula 1.
As previsões que fiz sobre os brasileiros para este ano na F1, parece que já estão se mostrando verdadeiras. Mas tivemos uma surpresa, Luiz Razia.
Não que ele vá fazer algo de fantástico na minuscula Marussia. Está entrando pela porta do fundo, mas, se mostrar o porquê chegou e conseguir terminar uma corrida sem quebrar, quem sabe 2014.
O Brasil de Felipão, esse já começa com moral. Ele montou uma base forte e independente do resultado dos primeiros jogos, sabemos de imediato que deverá dar alegrias. O homem convocou matadores experientes, caras com faro de gol. Mesclou esses jogadores experientes com uma molecada que vem se destacando e ainda por cima, chamou novamente Júlio Cesar para o gol. Melhor garantir que remediar. A Copa das Confederações está chegando. O feminino? Na mesma. Sem investimentos, não sai do lugar.
Quem acredita que, com esse time, o Palmeiras sobe pra série A? Acredita? Então, ponha uma moedinha debaixo do travesseiro pra fada do dente e espere cair o restante. Com esse time, melhor torcer para que não fazer companhia ao meu Santo na A2.
Ah! Esse meu Santo André então... Nem tirando dente da dentadura pra enganar a tal fada. Mais um ano de sofrimento e torturas. Porém, nesse sempre acredito.
Novo Basquete Brasil... Continua com as mesmas velhas complicações. Seremos vice dos argentinos? Ah... Essa não! Poupe-me.
UFC... Aí, sim! Poderemos ver alguns brasileiros se destacando, mas sempre oscilando. Aranha, Pezão, Mino isso, Mino aquilo, Cigano, Belfort ou outro. Tanto faz, sempre terá um, ainda que, com a cara arrebentada, levantando um cinturão. Ponto.
Sim... Não vou deixar de lado o melhor do Brasil: O voleibol.
Nem sei qual ou onde será, mas uma coisa é certa, vitória e títulos.
Os demais iremos participando e faturando pela garra e empenho desses maravilhosos brasileiros teimosos, que insistem em ser os melhores, apesar da falta de tudo.
Estamos em construção.

Cuide de Sua Saúde

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

UP, Altas aventuras


UP, altas aventuras

Titulo original: UP
Diretor: Pete Docter, Bob Peterson

Gênero: Animação

Lançamento: 2009

Elenco: Edward Asner, Jordan Nagai. Dublagem com a voz de Chico Anísio



Sinopse: 

Carl Fredricksen (Edward Asner) é um vendedor de balões que, aos 78 anos, está prestes a perder a casa em que sempre viveu com sua esposa, a falecida Ellie. O terreno onde a casa fica localizada interessa a um empresário, que deseja construir no local um edifício. Após um incidente em que acerta um homem com sua bengala, Carl é considerado uma ameaça pública e forçado a ser internado em um asilo. Para evitar que isto aconteça, ele enche milhares de balões em sua casa, fazendo com que ela levante vôo. O objetivo de Carl é viajar para uma floresta na América do Sul, um local onde ele e Ellie sempre desejaram morar. Só que, após o início da aventura, ele descobre que seu pior pesadelo embarcou junto: Russell (Jordan Nagai), um menino de 8 anos.


Opinião: 

Como quase tudo que a Disney produz, esta animação também é muito boa. Logo de início cativa. O encontro entre o casal é simplesmente lindo, nos deixa emocionados. A sequência, com o velhinho querendo realizar o sonho da amada e o encontro com seu herói dá a animação um complemento perfeito. Muito bom.



Leia a Mente Das Pessoas

domingo, 3 de fevereiro de 2013

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Guerra de espirrador

Àntes que o título cause confusão, é bom explicar: o espirrador era uma garrafa plástica que enchíamos de água para jogar uns nos outros na época do carnaval. Também chamávamos de "seringa", mas hoje, para evitar mal-entendidos, prefiro manter o nome de espirrador.

Toda vez que o carnaval se aproximava, a ansiedade tomava conta. Mal víamos a hora de comprar nossos espirradores — geralmente garrafas de um a dois litros, feitas de plástico bem flexível, às vezes sanfonado, com um bico na ponta para esguichar a água.

Era uma brincadeira saudável, ainda que não muito aprovada pelas nossas mães, preocupadas com o desperdício de água. Mas no calor intenso dos anos 70, era diversão garantida.

Estudávamos de manhã e, ao voltar para casa por volta do meio-dia, já combinávamos as batalhas de água contra os garotos da rua de baixo ou da rua de cima — nossos eternos rivais. Rivais em tudo: futebol, escola, guerras de espirrador, brincadeiras... até na disputa por namoradinhas.

Numa dessas tardes escaldantes, chegamos da escola e almoçamos feito patos — como dizia minha mãe, por engolirmos a comida sem mastigar direito, tamanha era a pressa de nos preparar para a batalha.

A guerra começaria mais cedo naquele dia: às duas da tarde. Mais tarde, eu e minha família sairíamos para comemorar o carro novo do meu pai com uma pizza. Tudo precisava ser rápido.

Enquanto enchíamos nossos espirradores, tramávamos estratégias para surpreender os moleques da rua de baixo. Algumas vezes, escondíamo-nos em becos e atrás de muros, prontos para o ataque assim que eles passassem desavisados.

Estávamos em maior número e, segundo nosso plano, sairíamos vitoriosos — e secos. Curioso pensar hoje que, no fundo, todo mundo adorava mesmo era se encharcar.

Às vezes até os carros que passavam pela rua eram alvos. Espirrava-se, corria-se. Alguns motoristas paravam, xingavam, e seguiam. Outros desciam do carro para nos pegar. Mas éramos donos daquele território, conhecíamos cada canto, cada esconderijo — nunca fomos alcançados.

Naquela tarde, esperamos nossos rivais por quase uma hora. Nada. Amarelaram, pensamos. Então, decidimos brincar entre nós mesmos.

A diversão corria solta até que Luiz, o santista, deu o alerta: um carro subia lentamente a antiga rua Leonardo da Vinci. Um Itamarati vermelho, desconhecido. Alvo perfeito.

Orientei a turma: disfarçamos, escondemo-nos, aguardamos a aproximação. Quando o carro estava bem perto, saltamos dos esconderijos com os espirradores prontos.

O primeiro jato que disparei parou congelado no ar — ou assim pareceu. Meu coração disparou. Era o carro novo do meu pai. E era o próprio dirigindo.

Não deu tempo de conter a turma. Vários jatos acertaram o carro — e ele também. Quando perceberam quem era, todos evaporaram como fantasmas, deixando para trás apenas eu: imóvel, espirrador na mão, sem reação.

Não fui à pizzaria naquela noite.

Fiquei um mês de castigo, trancado em casa, vendo o carnaval e as guerras de espirrador daquele ano passarem pela janela.

Às vezes, as coisas simplesmente não saem como a gente planeja.

Como eu ia adivinhar?