domingo, 19 de julho de 2020

Apenas sorria...

Não chore por mim,
quando achar que não mais me verá.
Quando pensar que parti sem dizer adeus, pois
descobrirá de alguma forma, não disse porque sei que é até breve.
Não chore por mim,
se não conseguimos conhecer a nossa cidade
na verdade, estarei te esperando lá quando chegar.
Não chores por mim,
se pensares que de novo te deixei.
não tem como te tirar do meu coração, faço parte de você.
Não chores por mim,
Se não estou ai para te estender minha mão,
Acredite, se fechar seus olhos me verá a teu lado.
Não chores por mim,
quando não escutar mais minha voz,
ela estará gravada em cada linha que deixei escrita
Não chores por mim,
quando a saudade me trazer até sua lembrança,
não serei um passado vivido, mas o presente em seus atos,
não chores por mim,
porque jamais os deixarei.
Mas deixe essa lagrima de saudades que escorre
encontrar seu sorriso que encontrará com o meu em seu coração.
Não chores por mim,
porque estarei acariciando seus cabelos ou soprando seu rosto,
quando mais precisar de alguém. Estarei aí com você.
Não chores por mim,
porque não parti, apenas sorria porque agora estou bem.
Amo você.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Crônica publicada.



Que satisfação dividir com vocês, mais esse prêmio.

Sinceramente não esperava receber um exemplar, assim tão rápido e ainda, de grátis.

Quando tocou meu interfone, como não esperava nada, pensei... "Chegou mais uma conta".

Foi uma surpresa emocionante.

Os direitos autorais foram doados para a comercialização do livro, indo todo o recurso arrecadado para o Projeto Missão Covid, escolhido pelo Clube de Autores, gerador do concurso.

Para saber mais sobre a Missão COVID, por favor acesse www.missaocovid.com.br.



Se quiser contribuir com eles o livro está disponível no link abaixo: https://clubedeautores.com.br/livro/cronicas-de-quarentena

terça-feira, 30 de junho de 2020

Injuriado



Tô injuriado hoje e f....
As vezes, e eu escrevi "as vezes", fico assim. Na verdade, não sei se são por minhas razões ou meus desacertos. Percebi que mesmo que esteja certo, já tô errado. Injuriado mesmo.
É claro que poderia escrever tudo aqui mesmo, mas de nada adiantaria.
Como serão poucos que lerão e ainda assim não entenderiam bulhufas, até poderia tentar, mas deixamos de história.
Sai de casa irritado e nem fechei o portão. Problemas com o trabalho, não fui promovido novamente, Os meus cachorros que destruíram meu lazer e derrubaram meus vasos de pimentas. A mulher começou o dia pegando no pé, compra isso, paga aquilo, Filhos brigando entre si, nunca se entendem. O meu carro, ferrou o motor. Meus irmãos, se afastando um do outro por bobeiras.

E por que não fechei o portão?

Porque cheguei até ele para pensar no que fazer, achar uma saída e me chega um rapaz, com um papel a me entregar. "Sua conta de energia, senhor", o rapaz me entregou sorridente e foi como se dissesse: "Não vai conseguir pagar mesmo". O pior é que ele tinha razão.
Cheguei no bar do Thomé.
- Me veja uma cerveja bem gelada, Thomé.

- O freezer pifou de manhã, estou sem nada gelado.

- Então me dê uma cachaça, então!

Talvez assim poderia relaxar um pouco e deixar de pensar naquilo tudo, mas percebi que esqueci a carteira em casa e paguei um mico. Ainda bem que Thomé que quebrou meu galho e colocou o gasto na minha conta.

Conta aliás, que nem tinha.


quinta-feira, 25 de junho de 2020

Mais uma premiação e... Surpresa!

Mais que notícia maravilhosa!
Mesmo vivendo esse momento difícil, as notícias boas não param de chegar.
Já não bastava a alegria de ser premiado em um concurso tão disputado, agora minha crônica "Quarentena", participa de um livro. Não é muito legal?
E é obvio, graças a vocês também que leem minhas sandices.
Uhuuuuuu!




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quarta-feira, 24 de junho de 2020

Caipira ciumento



Se tem uma festa que adoro no ano é a festa Juninas.

Ela me encanta com tantas coisas e me alegra tanto que.... Até me lembro...

Na empresa ia acontecer uma arraiá daqueles. Ia ter tudo que uma festa junina merece.

Quando chegamos tivemos uma recepção e tanto, que nos recepcionou, foi nada mais nada menos do que uma vaca. Isso mesmo, muuuuuuu!

É claro, que era um ator fantasiado do ruminante, mas estava hilário, até começar a mugir demais perto da minha filhota e incomodá-la. Um pai caipira e matuto com eu, percebe e sabe chegar resolvendo essas coisas. Fui me aproximando devagar do leitoso e perguntei se ele queria conhecer o abatedouro da família.

Grosso! Disse minha esposa, mas o rapaz foi para outro lado imediatamente procurar sua baia. O que! Para cima da minha caipirinha, não.

Tinha fogueira, barracas com comidas típicas e até um touro mecânico.

Sentamos num local bem privilegiado, de frente para o palco e a pista de dança. Pista sim, ia ter quadrilha.

Gosto demais de ver a quadrilha, é incrível, mesmo sabendo as falas de cor, depois de tantos anos assistindo.

Entre os encontros e apresentações dos amigos de trabalho, fiquei sentado apreciando as guloseimas. Por duas vezes a dita vaca veio em nossa direção e de repente desviou. Acho que me reconheceu. Começou a quadrilha e estávamos nos divertindo.

Olha a chuva!! Não era da quadrilha, realmente começou a chover e muito forte.

A tenda que cobria todo o espaço ficou pequena, pois todo mundo que estava espalhado se juntou debaixo dela. Minhas filhas tinham ido nas barracas de jogos e fomos atrás para ver se estavam protegidas.

Quando voltávamos, eu e minha querida, vimos uma algazarra em nossa mesa. E olha só quem estava lá, Jack Sparrow!

Jack Sparrow, o pirata? Numa festa junina? E embarcando um converse com minhas caipirinhas?

Acelerei o passo e cheguei rapidinho, puxando minha mulher pelo braço e pronto para despachar o pirata para outra praia. Foi o cara me ver, arregalou olhos, levantou-se rapidinho e soltou um "Muuuuuuu!"

É claro que a risada foi geral. O pirata, era o cara da vaca e saiu bem no estilo do famoso pirata.

Está certo, sou ciumento sim, mas minhas caipirinhas são umas belezuras. Fazer o que?