quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Ah... Eu lá...

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Imagem Whiplash.net
Enfim eles resolveram criar...

Depois de 8 anos, brigando, reconciliando, viajando, quebrando a cara e fazendo shows pelo planeta, eles resolveram colocar a cabeça pra funcionar e criaram mais um espetáculo de álbum.
De quem estou falando? Dos caras... Aerosmith.
Steven Tyler e companhia estão na estrada rodando o mundo há 40 anos, como os Rolling Stones, já foram fossilizados e reconhecidos como dinossauros do rock. Desde 2004, quando lançaram seu último álbum  "Honkin' on Bobo", não criaram mais, só correram o mundo cantando seus clássicos. Mas este ano resolveram criar mais um marco na carreira e ante-ontem, 06/11, fizeram uma apresentação aberta, em plena avenida, em Massachusetts, EUA, para celebrar o lançamento de seu novo trabalho, “Music From Another Dimension”.
Rolou de tudo, homenagens, tietagem e até foto com policiais que faziam a segurança do evento. Foi ali que tudo começou, em Massachusetts, então Tyler e Perry aproveitaram nas pausas pra lembrar e contar suas memórias vividas pelo bairro.
Quando estive em seu show em outubro do ano passado, aqui em São Paulo, fiquei com um gosto de quero mais e havia combinado com meu filhote que se voltasse em 2013, como foi comentado na época, estaria lá novamente e agora com o lançamento deste novo álbum, demorô.
Ouvi uma faixa, adorei, não perderam a mão.
O whiplash reportando o site Noisecreep,o define bem... “o disco possui um dueto com a cantora de Country, Carrie Underwood, e uma canção escrita por Diane Warren, o álbum tem o lado blues das guitarras de Joe Perry e Brad Whitford, a parte confiável e autêntica do baterista Joe Kramer e do baixista Tom Hamilton e o vocal clássico de Steven Tyler."
É claro que Tyler não deixaria passar uma oportunidade dessas... "Joe tinha um monte de boas canções - coisas maravilhosas. Por isso têm todas estas faixas bônus. Todas elas são boas músicas. Talvez nós estejamos pensando neste disco como nosso último registro. Mesmo assim, não é porque fizemos bem feito, então, quem sabe?"
Agora é só conseguir o álbum pra conferir e começar o planejamento para vê-los novamente por aqui... ou quem sabe... Hoje tem mega sena... hehehehe

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Imagem Whiplash.net

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Com o coração na mão.


Já escrevi aqui sobre a importância de termos vindo ao mundo com um manual de instruções, pois bem, enquanto isso não acontece e ninguém tem uma receita infalível de como educar os filhos, eu queria ser como o Pelé, ser de Três Corações, quem sabe copiar o nome da cidade, porque um só coração não aguenta mais.
Nunca fui da escola antiga que resolve tudo com uma tapa na cabeça, chinelada no traseiro ou de esticar orelhas, mas confesso que fiquei tentado por diversas vezes.
Estabelecer limites, não é uma tarefa fácil, principalmente se eles já cresceram demais, se começaram a trabalhar e a ganhar seu próprio dindin.
- Ah! Mas já são grandes. - Diriam os palpiteiros de plantão.
Não existe filho grande para verdadeiros pais, eles sempre têm o tamanho de nosso amor. Alguém tem um "amormômetro" pra medir esse sentimento? Não? Então não me diga que eles já cresceram demais.
Sempre fomos influenciados por muitos fatores em nosso comportamento. Amigos, ídolos, mídia e  a própria genética estão entre os fatores que mais contribuíram na formação de nosso comportamento ao longo dos anos e agora não é diferente.
A cartilha de bom comportamento somos nós, os pais.
Se a mãe fuma, como recriminar os filhos que chegam com um cigarro na mão?
Se o pai bebe, como cobrar os filhos que voltam alterados depois de uma festa ou curtição?
Aprendi na pratica que firmeza, segurança e confiança bem colocada e exemplificada, ajudam bastante, porém não determinam que as coisas deem certo. 
Os especialistas dizem que criar os filhos de forma liberal demais, faz com que cresçam sem saber ao certo, o que é certo ou errado. Mas também dizem que na educação moderna é preciso os deixar usarem o livre arbítrio e aprenderem com seus próprios erros.
Com tudo isso fica difícil saber o que fazer.
É claro que o bom exemplo, vindo do convívio do lar, ajuda. Mas é preciso muito mais.
Um filho sai pra uma festinha e ficamos acordados até sua volta. Lá se vai o primeiro coração aflito ao som do tic tac de um relógio que teima em me dizer que ele ainda não chegou, que está vulnerável na rua.
Outra filha sai com amigas pra um cinema e essas mesmas horas cobram o segundo coração, de um barulho no portão informando que estão livres e inteiras dentro de casa.
Mas outro sai de moto, num transito neurótico, onde todos correm muito pra chegar e quando o fazem partem de novo em correria pra voltar. Lá se vai o terceiro coração desesperado, pedindo para não receber uma notícia ruim.
Já vi que não basta ser como Pelé e Três corações já não resolvem, precisamos ter vida de gato.
Se é que hoje em dia, gato vive tanto assim.
Ufa! Foi só um susto.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Cadê a minha princesa?


Desde muito pequeno, sempre acreditei que em alguma hora eu me tornaria um príncipe e acharia minha princesa. Talvez nem precisasse matar um dragão, sumir com uma bruxa, enfrentar numa batalha até a morte ou algum terrível vilão.
Mas acho que, em algum momento, algo deu errado.
Conforme fui crescendo, vi que a tão vida fácil de príncipe, com papai sempre bancando tudo, não ia rolar... Perdi meu pai com 4 anos. No meu sonho em busca da minha princesa, esse foi o primeiro obstáculo e talvez, o que mais senti, durante muitos anos.
Mas naquele tempo não me preocupava com princesas. No máximo era com aquela gatinha que geralmente tinha um guardião feito cão de guarda, que chamava de irmão ou um dragão feroz que chamava de pai. E eu, com minha coragem de um rapaz de 12 anos, sonhando. É claro que o primeiro amor a gente nunca esquece.
Isso, mais do que tudo que envolva um homem e uma mulher ou princesa, é uma verdade. Lá se vão 37 anos e até hoje sei o seu nome e sobrenome. E quem nunca digitou no Google o nome de alguém, só pra ver se encontrava. Apenas pra saber se era possível depois de tanto tempo. Eu não a encontrei.
Passou-se mais algum tempo é lá estava ela. A mesma? É claro que não. Essa era a minha Cinderela. Não aquela do sapatinho de cristal, mas aquela que limpava a casa pra ganhar uns trocos. Limpou-me também de seu caminho.
Mais uns anos e enfim a encontrei.
Não... Não era a primeira, nem a segunda, era outra princesa. E pelos lindos cabelos achei que fosse Rapunzel. Mas não foram somente as tranças que ela deu a outro concorrente... Fiquei sozinho novamente.
Mais alguns anos, eu feito um cavaleiro errante em busca de uma Dulcinéia, achei outra princesa.
Branquinha, meiga, linda... O único problema era que ela já tinha alguns anõezinhos. Eram 4, menos mal. O caçador era um pai pra lá de bravo e que percebeu que a bruxa má, sua mãe, também se encantara por mim...
Nem precisei de um cavalo branco pra sumir dali.
Já estava cansado de procurar minha princesa pelo mundo e já voltava para o aconchego de minha lagoa, quando a vi.
Talvez não fosse tão bondosa, quanto a Cinderela e provavelmente nenhum espelho diria que ela era a mais bela daquele reino, como a Branca de Neve. Muito menos alguém a condenaria a um sono eterno, como a Bela Adormecida, só por ciúmes.
Mas eu sabia, era minha princesa...
Saltei para bem perto dela. Então uma voz grave me falou...
- Sai pra lá! Oh sapo feio.
Eca!!!! Era um homem vestido de mulher.
"Sartei" de banda pra dentro da lagoa...
Tô fora! Prefiro continuar como sapo mesmo.
Princesas...
Vai vendo... Croach!


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O grande Houdini

Houdini em 1899, pronto pra uma apresentação

Sempre adorei ilusionismo, o filme com esse título já assisti por 3 ou 4 vezes, é um tema que realmente me fascina. Mas meu primeiro e grande representante do ilusionismo, mesmo que na época não chamassem assim, era apenas mágico mesmo, foi O Grande Houdini.
Comecei a admirá-lo depois de sua morte, após assistir um filme biográfico, que muito me impressionou na época.
Na verdade Houdini era seu nome artístico, chama-se Ehrich Weiss e apesar de ter vivido e morrido nos Estados Unidos, ele nasceu no ano de 1874, em Budapeste, capital da Hungria.
Como era de origem muito pobre, ele fez de tudo. Foi perfurador de poço, fotógrafo, contorcionista, trapezista entre outros e foi assim que aprendeu muitas coisas que mais tarde usaria como recursos em seus espetáculos.
Para a época acredito que tenha sido tomado por muitos como maluco. Porque além de mágico ou ilusionista também era conhecido como "desenganador", ou seja, desmascarava os trambiqueiros, já naquela época tinha aos montes, que alegavam possuir poderes sobrenaturais ou que se diziam serem médiuns e ter contatos além da vida.
Houdini era impressionante não bastasse tudo isso ainda desafiava os fortões da época a dar socos em seu abdômen, o famoso soco no estomago, mostrando a grande resistência que tinha para com o golpe. Qualquer um caia, ele se mantinha de pé como se nada o tivesse atingido. Infelizmente por causa destas exibições que um oportunista invadisse os bastidores de seu espetáculo e desse um golpe certeiro em seu abdômen, sem que Houdini tivesse preparado sua musculatura pra receber o golpe. Isso causou o rompimento de seu apêndice levando a morte uma semana depois.
Houdini fazia números nos quais se libertava de algemas,  correntes e cadeados. E fazia isso dentro de caixas, tonéis e dentro de tanques fechados, muitas vezes dentro e fora d'água.
Ele fez um sucesso enorme e marcou época.
Muitos de seus truques, não foram desvendados por completo até hoje e isso, mesmo depois dele ter escrito boa parte desses segredos em livro.
Importante! No filme me menciono no início, mostra que ele combinou um código com a esposa para saber se quando morresse era possível se comunicar com os vivos. Após algum tempo de sua morte, numa sessão espírita sua esposa recebeu o código de um médio.
Na verdade eu era tanto admirador de Houdini que até tentei imitá-lo, mas depois de 15 minutos amarrado e sem conseguir-me desvencilhar das cordas, implorei ao meu irmão para que me soltasse, mas ele só ria e balançava a cabeça negativamente e foi ele quem terminou sendo o ilusionista, ele evaporou, sumiu, na hora quando minha mãe chegou pra ver o que acontecia.
Houdini brasileiro...Vai vendo...