segunda-feira, 1 de junho de 2015

De Nagoya à Recife... Parando em Tuvalu.

Quando apareceu aquele concurso nos jornais, destinados apenas `à brasileiros, japoneses e descendentes, muitos pensavam que poucos se inscreveriam, mas Recife pegou fogo. Foram 30,os concorrentes inscritos na cidade. Uma grande disputa sobre qual país seria campeão foi crescendo.Apareceram representantes dos dois paises,com direito até a comitivas vindas direto de Tóquio, Japão.
Depois de algumas seletivas, chegou o dia da final. Havia festa em todo canto do Recife, com bandeirolas e cantoria de cada país. Chegou ao ponto das torcidas desfilarem e cantarem vitória pelas ruas. Via-se o Maracatu, Samurais, Gueixas, tudo que relacionasse aos dois países na cidade. Uma febre tomou conta de Recife.
- Boa tarde! Sou o apresentador da incrível final dessa disputa culinária entre Brasil e Japão.
- Passamos da segunda fase e entramos na penúltima. Nesta fase, a melhor comida levará seu autor a disputa do prêmio principal. - Anunciou o anfitrião a todos os dez participantes classificados  e a toda imprensa brasileira e nipônica presente.
Tinham classificados vários cozinheiros brasileiros, japoneses e descendentes, todos especialistas na gastronomia de seu país de origem. A competição consistia em fazer o prato mais saboroso entre as culturas ou uma inovação que tivesse como base, a cultura dos países participantes: Brasil e Japão. Por isso o título do concurso era: "Do Brasil ao Japão em colheradas".
- Os competidores não podem repetir os pratos feitos até essa fase e deverão entregar seus novos pratos para avaliação, em trinta minutos. O júri apreciará cada um deles e sinalizará os três melhores. Depois passaremos direto para a final, onde os jurados apresentarão o vencedor. E... Vamos á cozinha!
Todos correram para as suas devidas cozinhas, instaladas na praia de Boa Viagem, com tudo que os mestres cucas precisavam. Como todo espaço era aberto e exposto ao público e aos jurados, ficava mais difícil para os competidores, porém muitos já tinham partes de seu prato semi pronto, mas tudo preparado ali mesmo, de frente para o mar.
Lá foram os competidores ao fogão e aos poucos foram sendo depositados os pratos diante dos jurados. Esses foram experimentando, classificando e eliminando um a um.
- Este fora, né. - Dizia um jurado representante do Japão.
- Vixe! Mas que coisa de doido. Este tá dentro. - Dizia um representante brasileiro.
- Hummmm... Muito bom, "Dentlo!"
- Mas que coisa mais saborosa, sô. Pode botá esse como bom.
Assim foi, prato a prato. Os jurados selecionaram cinco  e decidiram reunirem-se para discutir, saborear novamente os prato e então decidir quais seriam os três finalistas.
- Atenção! Atenção, senhores e senhoras. Os jurados chegaram a decisão e aqui na minha mão estão os três classificados... Vamos a eles...
- O primeiro, é um representante do... Japão! - E ouviram-se vários aplausos e gritos, todos em concordância pela perfeita escolha. - Aproxime-se meu amigo, venha até aqui para que todos o vejam.
O representante japonês era um homem bastante maduro e conhecido internacionalmente como um grande cozinheiro, ganhador de vários prêmios.
- Muito bem, muito bem...  O segundo é o representante do... Brasil! - O mundo veio abaixo, um brasileiro estaria na final. Um feito muito comemorado entre gritos, aplausos e até fogos. Não paravam de gritar Brasil, Brasil.
O brasileiro também era um homem mais vivido, já com certa idade, mas também um renomado cozinheiro, conhecido em todo país e mundo afora.
- Calma meus amigos, ainda temos o terceiro classificado. Ele é o representante do... Do... Esperem um minuto, por favor.
Diante o espanto de todos os presentes, o anfitrião foi até os jurados, mostrou a ficha de classificação, discutiu e voltou ao microfone para anunciar.
- Então, o terceiro é o representante do... Tuvalu!
Este era um jovem, muito pequeno, mas tão minúsculo, que mal perceberam sua presença entre os competidores.
Todos que se preparavam para aplaudir ficaram parados e começaram a perguntarem um para o outro se aquilo estava certo. Tuvalu? Existia um país chamado Tuvalu?
- Tuvalu?
Mesmo sem entender bem ao certo o que acontecia todos vibraram e lá foram os três para saber qual o prato que seria escolhido e quem seria o vencedor.
Os três classificados aproximaram da mesa de jurados, que tinham três placas com os números da classificação que deveriam levantar e mostrar para cada participante. Todos ficaram em silêncio para ver qual a placa que levantariam e para quem seria destinada.
Os jurados estavam muito confusos, ameaçavam levantar uma placa e baixava imediatamente. Sinalizavam para os concorrentes, mostrando aos demais e voltavam a discussão. Foi assim durante quase vinte minutos, quando a plateia começou a ficar impaciente e a fazer bastante ruídos, pedindo a decisão. Ouviam-se ao fundo gritos de Brasil e Japão. Então um jurado italiano mais exaltado,  levantou-se, pegou uma placa que estava virada para a mesa, para que ninguém a visse e olhou novamente para os demais jurados dizendo:
- Já que ninguém decide e que ninguém consegue afirmar qual o prato ganhador... Digo eu. Como eu, todos os meus companheiros estão em dúvida e acham que houve um empate. Eles têm razão. Ficou muito difícil decidir diante dos três pratos tão saborosos, então eu dou o meu voto de desempate. E ele vai para o representante do... Tuvalu!
Não houve aplausos, não houve reações. Todos estavam parados e só pronunciavam... Tuvalu? Todos esperavam como ganhador o Brasil ou o Japão, ninguém sequer sabiam onde ficava Tuvalu.
Diante de tanto silêncio o apresentador pegou o microfone e aproximou do jovem que parecia um tanto assustado.
- Tudo bem, senhoras e senhores, eis aqui o ganhador. Qual é o seu nome?
- É...
- Calma rapaz, sei que está emocionado, mas diga para nós sabermos qual é o nome do campeão.
Ainda assustado, mais pelo silêncio do que pela vitória, com um sotaque meio confuso disse:
- Sebastião Matsuyama da Silva.
- Sebastião Matsuyama? Você é mesmo de Tuvalu, certo? Você é descendente de qual país?
- Sim, nasci em Tuvalu. Meu pai é Alcides da Silva, daqui de Recife, Brasil... - Houve então uma explosão de gritos e aplausos interrompendo o vencedor. - Brasil, Brasil. - Os fogos foram de novo lançados ao céu, explodindo multicores. via-se por todos lado brasileiros abraçando-se e japoneses, sem reação, sem entender nada.
- Ok, ok... Por favor, silêncio... E sua mãe? - Perguntou o apresentador pedindo calma insistentemente a plateia.
- A minha mãe? É Kaye Matsuyama, de Nagoya, Japão. - Nova explosão de gritos e aplausos se deu. E os gritos de Nippon e Japão, chegaram a todos os ouvidos presentes. Agora era a vez dos japoneses pularem e gritarem.
- Filho de brasileiro com Japonesa, que nasceu em... Tuvalu? Quem diria... O prêmio principal vai para os dois países! Quero dizer três! Como foi isso?
- Meus pais estavam viajando em férias, quando minha estava já de quase nove meses. Mamãe queria que eu nascesse no Japão e papai insistiu que fosse no Brasil, como não chegaram em acordo resolveram passar o restante das férias em uma ilha. e escolheram Tuvalu.
Todos então comemoraram juntos, brasileiros e japoneses. Todos abraçados e sorridentes.
- Que história... Quem diria. E qual foi o seu prato, campeão?
- Sashimi de bode.
- Sashimi de que?
- De bode.
- Isso existe? Não pode ser... Isso não existe senhores jurados... - Questionou o apresentador surpreso.
- Eu fiz, senhor. Usei tempero brasileiro com japonês e a carne ficou macia demais.
O apresentador sem palavras olhou para os jurados, que se levantaram em uma perfeita “Ola mexicana” e mostraram o sinal de positivo.
Diante de uma plateia eufórica de ambos os países, que já comemoravam e gritando Brasil e Japão, o apresentador levantou o braço do ganhador, gritando emocionado.
- Viva o Japão! Viva o Brasil! Viva o...

- Da onde você é mesmo?

sábado, 17 de janeiro de 2015

Que chuva heim...

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Essa é a Jackie... Hehehe
Chegaram as minhas férias! Uhuuuuu! Mas tá um calor... Meu Deus!
E foi isso que resolvi me refrescar, mas como? 
Por aqui já temos racionamento de água. O culpado? Nem vou falar nada de governos, porque eles nunca fizeram nada mesmo. Caracas! Falei. Agora já foi.
Bem, tinha que dar um jeito. Ir para o litoral, sem chances, todo mundo foi pra lá. Um caos. 
Nada de piscina no fundo do quintal. Também, era bem provável que o Twoo meu cachorrinho, mas parecido com um pequeno cavalo, entrasse primeiro e ai não ia ter jeito. 
Comprei mais dois ventiladores. Jogadores de ar quente, isso sim. Aliviou, mas não resolveu. 
O chuveiro virou meu melhor amigo. A cada período era necessário uma refrescada. Até que começou a faltar água.
Na TV dizia a todo o momento que ia chover, Fechava o tempo fazia um enorme barulho, parecia que ia acabar o mundo e nada. O noticiário só falava de quebra de recordes de seca. "Nunca na história ficamos assim, com as represas secas.". Que calor.
No sábado fechou o tempo novamente, agora cai. Caiu.
Primeiro veio uma ventania sem fim. Eu fiquei apavorado, achei que o vento levaria o telhado inteiro do calabouço, é como Jackie chama nosso refúgio nesse final de ano. Ano passado levou seis telhas e tive que correr pra salvar as coisas lá dentro. Mas não levou nada dessa vez. Então chegou a chuva.
Puxei uma cadeira e sentei ao lado de Jackie vendo essa maravilha cair. E caiu, caiu, caiu... Caracas, não tinha mais fim.
A água era tanta que começou a invadir o calabouço. Saímos correndo pegar rodos, baldes e vassouras. Mas não vencíamos chuva Jackie e seu filhote, ficaram tentando impedir a invasão enquanto eu corri abri uma valeta alternativa para desviar a chuva. 
Lá estava eu, no meio da chuva, com uma enxada cega, cavando um caminho para desviar a água do calabouço e sogrinha com uma vassoura empurrando a água valeta abaixo. Nunca abri uma valeta tão grande e tão rápido em minha vida. E isso encharcado até os ossos. E a chuva? Aumentava...
Foi uma luta enorme, mas conseguimos a água parou de invadir nosso calabouço e começou a escorrer pela valeta.
Eu estava todo encharcado e sujo de barro, pelos tombos que levei. Mas consegui. E foi nesse momento que a chuva parou. Parece que esperou eu terminar para acabar. Mas tudo bem, se vier outra vez, não terei problema.
Lá foi eu e Jackie tomar um banho e ..Surpresa! Tinha água, Depois fui ver TV.
Os noticiários só falavam das chuvas por todo estado. Ruas inundadas, pessoas isoladas escondendo da chuva, corredeiras que pareciam rios. Tudo certo, pelo menos não irá faltar mais água. Deve ter enchido com sobra as represas - Pensava assim quando ouvi...
"Apesar de toda essa chuva torrencial que caiu em São Paulo, foi fora da região das represas e elas continuam sem água."
Como pode alguém mandar tanta água, quase nos inundar, arrastar carros pelas ruas e errar o alvo assim? Acho que alguém lá de cima, do departamento de chuvas, terá que dar boas justificativas para o Chefe Maior. 
Que vacilo.

Coitado de São Pedro.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Niver do Rei

A gente sempre se espelha em alguém quando criança, por desconhecer o mundo e buscar segurança. Depois, já na adolescência, quando achamos que o mundo é nosso, buscamos referência em ícones, como cantores ou outros. Após essas fases, vem a fase de reforma deste mundo, que queremos firmar ser nosso. Achamos que podemos mudar isso ou aquilo, às vezes aquela referencia da adolescência continua ou trocamos por outro de maior "pegada".
Eu me encaixo em partes nisso tudo, na infância o pai geralmente é nossa referência, mas pulo essa parte. Na adolescência minha referência de vida era um homem que diziam ser gordo, desfocado e já estava ultrapassado, mas mesmo assim, o tomei por ídolo. Acho que tinha 12 anos.
O que realmente as pessoas não viam era que meu ídolo não era como os demais de seu ramo. De imediato me identifiquei com seu trabalho, interpretar músicas. Cheguei a tentar imitar seu corte de cabelo ou estilo de vestir, mas não deu certo, porém, o meu único disco, um compacto, com quatro músicas, era presença certa quase todos os dias na antiga vitrola de mamãe.
Além de seu estilo e suas interpretações, outro detalhe que me chamou minha atenção foi sua religiosidade e formação. Isso, tivemos em comum.
Esse homem que diziam ser velho, na época com 40 anos, passou dois anos me encantando. Eu recolhia tudo que podia sobre ele, como a grana naquela época era muito pequena, incentivava alguns amigos a comprar seus discos e pedia emprestado. Certa vez a mãe de um deles, foi até em casa buscar pessoalmente um LP que o colega me emprestara, pois estava difícil de devolver.
Depois desses dois anos de sintonia fina com meu ídolo, ele me decepcionou. Deixou-me só, aos 42 anos.
Foram dias ruins e fiquei sem direção, então busquei tudo que podia sobre ele, era como se eu quisesse guardar um pedacinho dele pra mim.
Os anos foram passando e nunca o esqueci. Com o avançar da tecnologia fui conseguindo todas as suas canções, muitas imagens, mas o que mais me aproximou dele foram sua história e dedicação a Deus.
Soube que ele relutou várias vezes com a mídia e os interesses comerciais, para gravar discos com musicas gospel. Os donos do dinheiro que só queriam faturar com suas canções de rock, dobraram-se a sua vontade e ele mostrou que sabia o que fazia. O sucesso repetia a cada vez mais.
Desde então... Trago sempre aos meus ouvidos, aquelas mesmas canções de mais de 35 anos atrás e não me enjoo. Algumas até repito constantemente. Tenho discos, vídeos, musicas digitais, posters, camiseta, sempre comigo e nunca deixo de lembrá-lo.
Não sei a quem você direciona suas referências, gostos ou simpatia. Não sei se tudo isso, você renova a cada novo lançamento ou surgimento de novos ícones. Eu não. Trago minha simpatia a este homem que já me deu muitas alegrias através de suas canções por muito tempo e repasso a todos que me cercam.
Parabéns Elvis.
Lembrem-se do Rei.
 
 
 
 
 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

# 236 - Bruno Repezza

Pensamento Vivo - 236
 
"Não adianta desejar feliz ano novo se cometermos os mesmos erros do ano velho, que sejamos mais sábios, mais autocríticos e fazer as coisas por merecer, pelo menos é o que eu desejo pra mim"
 
Bruno Repezza

sábado, 20 de dezembro de 2014

Amigo secreto

Essa, é uma brincadeira muito legal, mas dependendo de quem participa, as vezes desanda...

Desde muito pequeno, participo dessa brincadeira. Na minha família, era quase uma tradição, bastava chegar ao final do ano, que começava a movimentação na casa da vovó. Lembro-me de um ano que tinha tanta gente que mal cabíamos na sua cozinha, e olhe que ela era enorme. 

Como a brincadeira ganhara proporções e fama no passar dos anos, vinha gente que eu nunca vi para participar da brincadeira, tamanha era a farra. Vizinhos, amigos e a cada ano, mais parentes.... Todos chegavam com seus presentes e alguns salgados na mão.

Tinha umas figuras que eram carimbadas, ser tirado por elas era bagunça na certa.

No início de dezembro, eram sorteados os nomes e a partir daí começavam a troca de bilhetinhos. Muitos desses recadinhos, eram na intenção de descobrir o que a pessoa gostava, para então comprar o presente, mas nem sempre era para esse fim. 

Calango da madrugada, Seriema desmaiada, Sapo encantado, Dono do Mundo. Esses eram alguns dos codinomes que me lembro e que foram usados para enviar os bilhetes, sempre com muito bom humor e graça. Se seu nome fosse tirado por mamãe ou por uma tia, era pagar mico na certa.

Lembro-me que, em um ano, uma delas colocou no pescoço do amigo sorteado, na hora em que foi revelar, um colar feito de pepinos e ele teve que usar até o final da brincadeira, ao fundo de uma música muito tocada na época "Eu não quero mais pepino", de Amado e Antônio. Entre as coisas que o Amigo encontrou nas caixas do presente, caixas sim, porque eram um monte uma dentro da outra, foram: mandioca, chuchu, retalhos de pano, entre outras coisas mais exóticas. 

Em outro ano, elas surpreenderam a todos novamente, colocando uma galinha viva, dentro da caixa de presente do infeliz do "Amigo Secreto". Foi um susto danado para o coitado do Amigo. Ao abrir a caixa, a galinha pulou sobre ele, que a jogou para cima e a bagunça começou. Era todo mundo tentando catar a coitadinha assustada e quando conseguiram, o presenteado teve que ficar com a coitadinha no colo a noite toda. Era muito comum a pessoa abrir seu presente e encontrar uma enorme pedra dentro. 

Certa vez, de improviso, inventaram o Amigo Sacana, onde comprava-se o presente e depois sorteava o amigo. Teve homem ganhando sutiã, mulher ganhando cueca e alguns ainda vestiam por sobre a roupa. Coisa de maluco mesmo. Essas mulheres não eram fracas. Foram finais de ano, hilários. Tenho muitas histórias para contar dessa época.

Neste ano, na empresa, fizemos a brincadeira do Amigo Secreto, mas o pessoal é comportado e não saíram brincadeiras exageradas. Eu tirei um colega legal, que pediu um presente diferente: Suspensórios. De boa.... Achei fácil e até ficou legal nele. Quem me tirou, foi o chefe. Ganhei uma camiseta do Rolling Stones. Show de bola.  

Mas, adivinhem vocês quem veio passar o Natal comigo? 

Isso mesmo, as duas irmãs traquinas de Amigo Secreto.

Infelizmente, nesse ano não faremos a brincadeira aqui em casa, mas sei que, nos presentes que elas trouxeram para trocarmos na noite de Natal, deveremos ter surpresas. Com o calor que estamos vivendo por aqui, espero que nenhuma das duas maluquinhas, tenha tido a ideia de colocar novamente algum animal nos presentes, senão o peru terá companhia sobre a mesa.

Mas contarei para vocês. 

 

Em tempo, se na sua família tiver duas maluquinhas como essas, lembrem-se de abrir a caixa bem devagar e longe do rosto. Vai que...