sexta-feira, 10 de maio de 2019

Minha Delinha é mamãe! Mamãe????

Com atraso de dois meses e alguma relutância, resolvi registrar mais essa proeza de meus amados amigos caninos.
Para começar, parece que tudo acontece com a nossa pequena cadelinha e sou obrigado a resumir para quem quer que esteja lendo compreenda quem é Adélia Vitória, ou simplesmente Delinha. 
Para início de conversa, foi ela quem nos escolheu ou nos adotou, e nem deu chance de opinarmos sobre isso. De tão magrinha e pequena, achou uma brecha no portão de casa e entrou na cara de pau (ou de fome). Também sem ser convidada, aproximou da comida do Twoo meu Pitdor (pitbul com labrador) e comeu sua a ração. E o "grande" protetor da casa, só ficou olhando. Enfim... Ficou de vez.
Muito arisca, talvez pelas dificuldades que enfrentou até ali, sempre fugia quando nos aproximávamos. Apesar de desconfiada de tudo, todo barulho que vinha na rua a fazia sair em disparada para perseguir ou ficar a latir. Hiper estressada.
Foi numa dessas escapadas desesperadas para seguir algo ou alguém, que foi atropelada.
Apesar do impacto, voltou correndo e se escondeu debaixo do meu carro. Para tirá-la de lá foi muito difícil. O medo era de que tivesse quebrado algo e arrastando piorarmos a situação. Conseguimos aos poucos pegá-la e verificamos que não havia nenhum machucado grave, ainda assim a levamos ao veterinário.
Depois de uma análise física geral, o veterinário não encontrou nenhuma lesão, aproveitamos para tratá-la de pulgas e outros, e fomos todos para casa.
Nos dias seguintes percebemos ela muito inquieta e ainda fugindo de um carinho. Continuava a dar saídas longas e voltava para comer. Começamos a perceber que estava cada vez mais triste e isolada até que sumiu de vez.
Saímos eu e Jackie atrás dela e a encontramos a beira de um córrego, sentada e com olhar distante. Sem nenhuma reação a nossa chegada. A cena mais deprimente que já vi na vida. Parecia que havia se isolada para morrer. Muito difícil de se ver.
A levamos novamente para casa e ela começou a espumar pela boca algo verde. Corremos novamente ao veterinário e a deixamos internada para um atendimento mais cuidadoso.
Diagnóstico: havia comido veneno, chumbinho.
Algum desalmado deve ter colocado para matar ratos no córrego e a coitadinha comeu.
Começaram a fazer uma desintoxicação em Delinha e ela inchou, virou uma bola com o soro aplicado.
Analisando os veterinários descobriram que quando ela foi atropelada, rompeu sua bexiga. Sem muito pensar decidimos, opera.
Esse foi o início da saga da minha cachorrinha, mas só o início.
Após dois anos desse drama todo, resolvemos castra-la, afinal ninguém aguentava mais o desespero do Twoo quando vinha o cio. Aproveitamos um mutirão de castração promovido pela prefeitura local e lá vamos nós com Delinha. Castrou e ela restabeleceu-se rapidinho.
Mais um ano se passou e.... em poucos dias Delinha ficou gorda demais. Como Twoo que é três vezes maior que ela para "pega-la" e ainda por cima ela era castrada, logo pensamos no pior. Um tumor.
Corremos com ela para o veterinário e SURPRESA!!! Delinha vai ser mamãe.
- Como assim?? - Essa foi Jackie
- Pelo ultrassom deve ter pelo menos 5 filhotes. - Disse o responsável pelo ultrassom.
Bem nem vou relatar a nova saga, haja texto e sandices (sandices porque eu e Jackie quase piramos).
Resumindo chamamos a ONG responsável pela castração e lá foi a Delinha para uma cesárea.
O resultado está na foto. 6 lindos filhotes.
Tina, Tom, Rage, Bonnie, Janis e Taylor.
Delinha venceu mais uma. Essa garota é fera mesmo.

Parabéns mamãe!!!

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Melancia - Marian Keyes

Melancia

Google books:
Melancia é um romance sobre sobrevivência e a arte de manter o bom humor mesmo diante das circunstâncias mais adversas Com 29 anos, uma filha recém-nascida e um marido que acabou de confessar um caso com a vizinha, Claire Walsh se resume a um coração partido e um corpo inteiramente redondo, aparentando uma melancia. Não tendo nada melhor em vista, ela volta a morar com sua excêntrica família. Depois de muitos dias em depressão, Claire decide avaliar os prós e contras do casamento, e começa a se sentir bem melhor. É justamente nesse momento que James, seu ex-marido, reaparece. Claire irá recebê-lo, mas lhe reservará uma bela surpresa...


Opinião:

Está certo que o livro traz uma história diferente, com momentos levemente engraçados, situações muito próximas do já vivido por algumas pessoas, mas a leitura apesar de leve é um tanto cansativa. 
A personagem principal e sua excêntrica família, me causaram em alguns momentos, uma louca vontade de parar a leitura. Perseverei e consegui terminar. É claro que não é culpa nem da escritora ou do próprio livro, talvez eu não seja o público certo para esse tipo de romance. Se eu tivesse a qualidade para dar uma nota ao livro, com certeza seria um 6.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Minhas Pimentas


Descobri uma paixão maluca por algo que nem gosto muito de consumir, na verdade essa nova-velha paixão, me arde um bocado.
Pimentas
Fiquei encantado ao conhecer a pimenta Habanero Chocolate. Incrível parecia artificial, de plástico. Tive de tocá-la para acreditar.
Depois disso desandei, pequei um gosto pelas "ardidinhas".
Mano Véio, que já há algum tempo vinha plantando pimentas, especialmente a Dedo de Moça (Haja criatividade), foi quem me mostrou os primeiros passos. Daí para frente a internet virou minha melhor aliada para descobrir esse novo universo.
Lógico que a vontade de ver resultados rapidamente, me trouxe alguns problemas.  Cortar pimentas sem luvas apropriadas, para aproveitar as sementes num plantio inicial, foi ardido de doer. Cocei o nariz e o danado ardeu demais, não contente com isso cocei os olhos. Cegueira flamejante total. Como foi duro isso. 
Lavei a mão por diversas vezes, até apagar a digital, mas o ardor fixo nos dedos lembrou-me que tinha que ser mais esperto. Aprendi, comprei luvas.
Comecei o plantio pela mais simples delas, na minha opinião é claro. A Pimenta Biquinho.Uma pimenta brasileira com um ardor muito baixo ou quase nenhum. É uma pimenta muito bonita, parecida com um pião.
Comprei sementes, terra vegetal, humos e pequenos vasos. Comecei minha plantação.
Em alguns meses tive o prazer de colher e faze-la em compota. 
Passou-se duas semanas e lá fui eu experimentar, morrendo de medo do ardor. 
Nunca gostei de comer pimentas ou molhos e não entendia o prazer das pessoas comer uma coisa que os arrebentava a boca e outras coisas. 
No início não senti nenhum ardor realmente. Também apenas coloquei um pingo e misturei muito na comida. Como não teve efeito, coloquei mais alguns pingos e pude perceber seu real sabor. Muito bom. Realmente realça a comida.
Depois de 4 ou 5 pingos da compota de Biquinho, já me sentia no poder. Podia comer a vontade e confesso, minha sopa nas segunda-feiras ficou muito diferente. Uma delícia. 
Já apreciando a pimenta Biquinho há mais de um mês, parti para minha segunda linha de plantio a Habanero Red, parente da Chocolate.
Fiz várias mudas, cuidei com muita atenção e passados alguns meses, chegou o dia da colheita.
Jackie já tinha um pequeno vidro de compota com essa pimenta, mas nunca tive coragem de experimentá-la. Agora era diferente, eu plantara, cuidara e enfim colhi a minha pimenta Habanero.
Como a Biquinho, sua plástica é impecável e perfeita. Muito bonita.
Colhi lavei, sequei e as coloquei no vidro. Duas semanas depois lá vou eu experimentar.
Já orientado por Jackie e Mano Véio para colocar apenas uma gota, pelo forte ardor, me rebelei. Afinal eu era um comedor de pimentas, pelo menos a Biquinho. O que tinha essa tal Habanero a mais? Coloquei 5 fartas gotas de pimentas e misturei bem na comida e fui experimentar, sob a vigilância de Jackie.
Senti o cheiro da colher, antes de levá-la a boca, muito bom por sinal e comi.
PQP!!! Que coisa mais ardida!
Uma lágrima logo abandonou o meu corpo covardemente, diante de dois olhos brilhantes, cheio de suas companheiras.
Caracas! 
Não foi fácil mastigar e engolir sem pagar mico para Jackie. Como um homem valente que sou, dei uma disfarçada, fiz um comentário que apenas aria um pouco mais que a Biquinho e tomei uns 5 litros de suco.
Foi fo...
Mas não pensem vocês que desisti das pimentas, ao contrário, já tenho uma compota de Dedo de Moça para experimentar e minha plantação já tem mais de 8 variedades de pimentas.
E eu vou experimentá-las, pode apostar.

Em tempo: Só depois desse episódio descobri que o suco ou água, quase nada aliviam o ardor. O melhor é leite. 
Já estou pensando em comprar uma vaquinha.
"Desistir nunca, render-se jamais"



Loucosporpimenta@hotmail.com

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Obstáculos e melhorias

Não acredito que barreiras sejam realmente obstáculos, Para mim são desafios. E eu adoro desafios.

Se alguém faz algo significante, quero fazer melhor. Se conquistam algo importante, quero conquistar igual ou mais. Se soube que alguém não conseguiu fazer tal coisa, quero tentar faze-la também. Se leio um livro de alguém famoso, imediatamente vem ideias mil que poderiam, na minha quase modesta visão, melhorar o romance. Se alguém compra algo de valor, ai sim deixo de lado que dinheiro eu não tenho mesmo.
As vezes até eu fico espantado com o que fiz. Minha cerquinha pessoal me informava que só poderia ir até ali, mas eu fui até lá. Além da cerquinha.
Todo esse blá, blá, blá, é só para me afirmar e quem sabe inspirar quem lê esse texto.
Acredito firmemente que os maiores obstáculos que já enfrentei, foi eu mesmo que os colocou no caminho. Estranho, eu sei, mas descobri que era assim mesmo que as coisas funcionavam.
Diz alguém próximo a mim, que tudo isso é porque só penso em sandices e não me conformo de como as coisas são. Eu só acho que tudo sempre pode ser melhor do que nos apresentam. O pior que depois que dou meus pitacos, acho que eles também podem ser melhorados.
Não escrevo bem, mas adoro juntar palavras e chamar de texto. Não consigo caminhar direito, mas sempre me pego forçando a correr (claro que do meu jeito).
Já tive até o atrevimento de questionar a obra divina. Sempre acho que aquele pé de fruta, folhagem ou paisagem, poderiam ser um pouco diferente ou melhores.
Lembrei de uma piada com os nossos amados patrícios portugueses. Acho que ela representa bem o que sinto em relação a tudo ser melhorado. Peço aos leitores e amigos portugueses que relevem minha ignorância, mas lá vai:
"Dizem que foram os portugueses que inventaram o limpador de para-brisas, gênios, mas foram os americanos é quem colocaram para o lado de fora do carro."
Acho que a única coisa que não tem jeito de melhorar, sou eu mesmo. Um rascunho.


terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Levanta o Freitas!

A gente tem que tem a mente aberta e o humor preparado.

Com o avanço, sem permissão, da idade, mais as causas naturais que fui premiado, trazem cada vez mais assunto nesse meu caminho rumo a sei lá onde (também nem me preocupo com isso).
O que me alegra é a criatividade dos que me cercam.
A pequena e muito esperta filha do filho do meu primo, ou seja, minha prima de terceiro grau (um dos preços da condição citada acima, idade avançada), fez contato imediato:

- Primo onde está o martelo de andar?

Eu explico: a pequenina menina, me flagrou batendo com o empunhador (estava com preguiça de buscar o nome certo no Google), em outras palavras com mais sentido, o lugar onde apoio em minha bengala, em um pino de uma dobradiça. Assim que fiz o infeliz do pino voltar ao seu lugar de função, sai andando normalmente com a bengala.
Ficou fácil de entender a cabecinha dela?  Martelo + andar... Enfim, ficou assim a nova denominação da Marieta, minha bengala de apoio.
Martelo de andar, Marieta, taco de Pet, (de garrafa pet), terceira perna... cada um que me conhece arruma um jeito próprio de nomear minha bengala.
Junto com com esse artefato, vem também as consequências, como:
- Esquece-la em alguns lugares
- Esconderem para me provocar
- Os tombos (é claro que não podia faltar)

Aliás alguns fatos relacionados:

- Já esqueci em alguns lugares como dentro do ônibus da empresa, no banheiro e vivo a esquecendo onde a deixo em casa.
- Já esconderam e como estava sentado só percebi quando me aprontei para ir embora. E cadê ela?
- Os colegas já se acostumaram com os tombos também, quando escutam um barulho alguém grita: Alguém levanta o Freitas!

Mas agora, essa garotinha, a pequena priminha fez uma condição de desconforto virar uma brincadeira. Cada vez que vem me visitar, pega o Martelo de andar e esconde, se divertindo diante do meu (bem desfaçado) desespero para ir ao banheiro.

Primos e priminhas, vai vendo.
Adoro...