domingo, 2 de outubro de 2022

Eleições 2022

 E chegou as eleições 2022.

Eu sinceramente esperava uma eleição mais "sob controle" ,mas não rolou.

Sabia que estava ali, no fio da navalha, no limite do possível ou quem sabe... que tudo daria certo.

Cheguei cedo na minha seção e votei tranquilo. 

Deputado Federal... Confirma.

Deputado Estadual... Confirma.

Uma pausa para verificar se o conferente da seção que me acompanhava com os olhos, garantia que eu não usaria o celular...

Governador... Confirma.

Senador... Confirma.

Presidente... Fé... Confirma.

Acabou? Será?

Partimos dali. O restante do dia passou de boa. Mamãe veio almoçar comigo, saímos e comemos tranquilos. Ou quase...

Costela perfeita, pirão apimentado delicioso, cerveja super gelada e assim foi, das 13 as 21hs.

Então, quando eu já respirava aliviado que o dia terminaria, que tudo parecia ir bem, veio o desande...

- Quero que fulano ganhe, porque sicrano é ladrão.

Bastou essa frase, não minha, sem significado algum para mim e acabou-se o mundo. Fui largado para trás, simplesmente abandonado, esquecido e ignorado..

Só porque um achava que o outro era melhor. E eu que lute.

É claro que não gostei de ser deixado como segundo plano e que não deixarei assim... Mas, como é horrível o sabor de saber que não valo nada.

Não tenho idade para mais essa. Só me resta...

sexta-feira, 29 de julho de 2022

Eu, o Rei e a sua corte.

 Podem-me chamar de saudosista, de velho, de antigo ou qualquer outra palavra que exponha minha idade. Não ligo.

No final de semana fui ver Elvis e ponto.

Se paixão é coisa boa, sou apaixonado, senão, sou um romântico a moda antiga. Chegamos de mãos dadas no cinema. Eu e a corte do Rei.

Tiramos foto em frente ao cartaz do Rei, bem ao seu lado, ele, que como o Rei dos Reis, também não gostava de ser chamado assim, era outro representado. Teve pipoca, por conta da filha. Isso mesmo, eles também foram, afinal fazem parte da corte.

Para registrar a rebeldia que o Rei simbolizava, fui convidado a me levantar do degrau da escada onde descansava. "- Senhor, não pode sentar-se aí. Levante-se por favor". Muita gentileza, nenhuma empatia e as velhas pernas que lutem, para esperar a demora de entrar.

A abertura do filme, foi digna do Rei. 

Passei a maior parte, do início ao fim, ora acompanhando o ritmo das musicas com o pé, ora achando que cantava realmente em inglês, muito baixinho é claro, e as vezes tirando do canto do olho uma lágrima que entregava o quanto admirava o protagonista da história.

Apesar do dito vilão narrar toda a trajetória de Elvis, cá para nós, nem era tão vilão assim, talvez abusivo e ganancioso, já que o ingênuo Rei permitia, até isso me fez ficar hipnotizado pela saudade que a película trouxe. Desculpem por película, mas não se esqueçam que sou um tanto idoso.

Foi muito bom ver Elvis em destaque e ser lembrado novamente. O filme foi bom? Não sei. A saudade era tão grande que me deixou focado em cada cena que trazia Elvis. O ator foi bom? Acredito que sim, pois fez que meus olhos só enxergassem, a cada cena, apenas o incrível artista de Memphis.

Dor, tristeza e saudades, ficaram ao final?

Nada disso! Ficou mesmo, foi a imensa alegria que sinto quando ouço cada canção de Elvis, a admiração pelo incrível profissional que amava seus fãs e eu sou um deles. Talvez tenha ficado apenas uma vontade de quero mais, mas valeu.

De mãos dadas saímos da sala ainda escura ao som de mais uma canção de Elvis, definitivamente, o Rei do Rock estava mais vivo do que nunca.

Lembre-se do Rei!

quinta-feira, 17 de março de 2022

Relatos dos meus 5.9 (o choro é livre)

 

Já vou logo dizendo, não é para qualquer um.

Uma pessoa que chegou até aqui, tem que comemorar e bebemorar, com tudo que tem direito. Fato

Pensem bem...

Comecei passando pela ditadura, dura feito a vida que levei até aqui, ou seja, nem no parto tive moleza. Nasci e sem ter feito ou falado nada ainda, sentaram uma tapa no meu traseiro, e pior, ficaram felizes com o meu choro. Belo começo de vida.

Bulling não tive na infância, apesar da sequela de pólio ser um prato cheio, tive uma leve caída para a esquerda, mas participava de tudo, do que era permitido. Depois que descobriram essa palavra, sou “bullinado” o tempo todo e não posso nada.

Na adolescência, só sofria de amor. Você, você e você, considerem-se culpadas. Você sabe bem, é você mesmo. Eita dorzinha chata, que se arrasta pela vida toda. E há quem diga que foi bom.

Emprego não tinha. O jeito era se virar por conta mesmo. Haja problemas para conseguir tudo. Por que não inventaram o celular naquela época? Ô gente atrasada.

Sobrevivi ao Collor, mas o malvado levou-me os poucos centavos que tinha na poupança. Ficou sequelas.

Confesso. Chorei por causa de um argentino. Ele marcou no finalzinho e lá se foi a nossa copa.

Tiraram o meu fusca, mas o Itamar trouxe de volta. Tiraram de novo. Aquele ali sim, me levava aonde eu queria e sabia que ia voltar. Todo dolorido, mas voltava.

Cruzeiro, Cruzado, Cruzado novo, cruzado de novo. Parecia um boxeador, levava cruzado da direita, da esquerda e nem via. É como hoje, sou apenas intermediário. O meu que é bom... nada. Coisas da política.

Ah... mas teve coisas boas. 1 filho, quer dizer 2, ou melhor, 3, já que vieram gêmeos e a raspinha do tacho, como dizem os mineiros. 4 filhos. Tudo x4.

A vida ficou mais dura? Pode até ser, mas fiquei mais feliz.

Emprego, desemprego, emprego novo, política, luta disso, (olha o boxeador de volta) luta para ter aquilo, luta para ter direito, para ser perfeito e até luta para ser prefeito. Olha aí aonde cheguei! Ufa... Passei por tudo isso... pois é, passei.

Vem um que promete e se mete em falcatrua. Outro que é diferente e engana a gente. Mais uma que disse ser novidade, mas na brevidade que passou o estrago ficou, ou seja, como sempre, 6 por meia dúzia.

Junta, separa, junta de novo. Muda pra lá, volta pra cá, muda novamente e enfim... finquei a minha âncora. Não que estivesse num mar de rosas, mas foi necessário deixar de navegar. O corpo já dava sinal que estava cansado.

A luta acabou? Que isso? Era 57 e muita disposição. Vem cirurgia, pandemia, alergia, tudo ia, mas voltou.

Isolamento, saudades, perdas e rebeldia.

Sou mais teimoso que a vida.

Cheguei até aqui. Então, viva meus 5.9 !


segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Dois motivos a mais, para ser mais feliz

 Se na vida o que existe é momentos felizes, hoje é um dia desses. O dia dos meus filhos. Filhos sim, afinal são gêmeos.

E por ser gêmeos, tudo veio em dobro. As alegrias, as dificuldades, as realizações, as durezas e o amor.

Ela,

Guerreira e motivo de muito orgulho. Abala-se sim, mas não entrega os pontos. Feito pai. A menina que faz arte discretamente, mas quando descoberta diz: fui eu. Uma princesa em beleza, encanto e carinho. Uma lutadora em dificuldades, coragem e decisão. Claro que vacila, que tem medo e se acha desfavorecida, vacila. Sou assim também, afinal quem nunca? Minha "principessa". Razão por meus ciúmes, saudades e amor maior. Se temos algo em comum, é dizer que nos amamos e isso é bom demais.

Ele,

Nem igual ou diferente da irmã, só é gêmeo. Imagino como foi as conversas e discussões ainda dentro da barriga da mãe. Os dois sem razão, mas com certezas. Rebelde, é o que mais ouço, mas não vejo diferença entre o que os outros irmãos fizeram para o dele. Exagerou mais, provavelmente, mas novamente... Quem nunca? Super carinhoso e apaixonado de coração, mas isso não faz que se aproxime, sempre tem um porque a mais. Vejo-me muito nele e acredito sempre, mesmo sabendo que há ressalvas. Meu filhinho amado.

Nós,

Ranzinzes a parte, só quero tê-los nos braços e fazer carinho. Nem sempre acerto, mas com eles por perto, tendo a acertar mais. Com a distância... Qual coração resiste ao exagero, aos erros ou ao choro tendo um casal lindo assim.

Concordâncias a parte, os amo e isso é mais que tudo.

Parabéns, filhotes!

sábado, 28 de agosto de 2021

Eu, na Paralimpíada? Sei não...

 Assistindo as Paralimpíadas as 4:35 da manhã, de novo, fiquei animado para preparar-me, já pensando nas próximas Paralimpíadas em Paris.

Comecei buscando qual seria o melhor esporte, para que eu possa mostrar e desafiar minha capacidade atlética.

Comecei pensando na Natação... mas, tô fora. A única água que me arriscaria dar umas braçadas, seria a do chuveiro, mas acho que não colocarão essa categoria algum dia.

Pensei... Adoro vôlei, mas também não dá para mim. Apesar de ser jogado sentado, que se encaixa no meu perfil, acho que se levasse uma bolada forte daquelas, na cara, apagaria em definitivo ou passaria por debaixo da rede para resolver esse ataque pessoalmente com o outro time. Sou meio... nervosinho. Não dá.

Futebol, ah esse sim... quer dizer, também não. O melhor é o futebol de cinco. Os caras jogam sem visão nenhuma e são penta campeões olímpicos. Driblam e fazem golaços. E olha que o goleiro tem visão "normal", vêem tudo. Que dizer menos as bolas chutada pelos brasileiros.  Eu iria passar vergonha, ao tentar chutar a bola e, ainda que tivesse sem a venda nos olhos, mandar lá na torcida. Que para sorte minha, nesses tempos não estaria lá. Sem chances.

Assisti uma partida de Golbol e achei que seria a melhor escolha. Mero engano. Eles e elas, giram e jogam a bola com uma velocidade incrível. Se atiram literalmente nas bolas fazendo grandes defesas, só por ouvir os guizos dentro da esfera. Eu, de tanto ouvir rock muito alto, acho que nem ouviria a buzina que avisa o término da partida. Com certeza todos iriam para casa no final das partidas e só ficaria eu de olhos vendados, esperando o arremesso adversário. Esse também não.

Atletismo, sem chance. Correr, saltar e lançar, exigem muito esforço físico e no auge da minha adiantada idade e disposição, acho que nem chegaria ao estádio. Só atrasaria o termino das competições.

No tênis de mesa, como sou meio desligado nem ia ver a cor da bola ou pior, terminaria deixando a raquete escapar das mãos e acertaria alguém.  Pobre do juiz. Assistir uma partida minha, seria muito perigoso.

Será que tem algum esporte parecido com... jogar palitinhos?

Bom, competir realmente não dá. Pensei talvez, em ser comentarista. Bem, não tenho experiência esportiva, não convivo com nenhum atleta, choro demais em todas as vitórias e nem conseguiria falar nas conquistas de medalhas, fico muito nervoso com a arbitragem e confesso, poderia soltar uns palavrões. Não... também não daria certo.

O melhor é ficar aqui mesmo, a distância, e torcer muito. Nisso eu sou bom mesmo.

Vai Brasil!!!

Tomara que Paris chegue logo, minhas olheiras (bocejo) depois da Olimpíadas e Paralimpíadas no Japão, estão horríveis.