quarta-feira, 24 de outubro de 2012

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Pontos Negros, o nosso "Triângulo".

Triângulo brasileiro

Existem pelo mundo afora muitos "Pontos Negros", locais onde acontecem constantemente ocorrências inusitadas como acidentes, alterações magnéticas, estes que assustam sempre, os experientes condutores de navios e aviões, entregues a instrumentos hipersensíveis, ou ainda visões cheias de interpretações.
Esses "Pontos Negros" sempre foram investigados, analisados e nunca ninguém chegou à conclusão definitiva sobre eles. Um dos mais famosos é o Triangulo da Bermudas.
Mas sempre que falamos mundo, especialmente ligado a esse tema, nunca voltamos os olhos para o Brasil e aqui também temos esses "Pontos Negros".
Na Região Amazônica, muito próxima ao aeroporto de Rio Branco, também temos o fenômeno do Fadding, como é denominado quando sistemas de navegação, orientação e comunicação saem do ar inexplicavelmente.
As instrumentações dos aviões ficam malucas, fornecendo informações errôneas, inexatas e falsas, de repente os motores simplesmente apagam e as comunicações não funcionam. Tudo isso ocorre durante o curto período de segundos, deixando os comandantes a mercê totalmente de sua experiência e habilidade para conduzir o avião até que tudo volte a normalidade.
Aquela região Amazônica sempre foi palco de visões de objetos voadores não identificados, os famosos UFOs. É claro que sempre foram abafados ou desmentidos, mas basta encontrar um piloto já aposentado, porque se estiver empregado corre risco, que voava sobre a região que ele confirmará.
Pesquisadores, entendidos e curiosos já desenharam no mapa brasileiro o nosso "triângulo" que fica entre Manaus, Santarém e Porto Velho.
Mas no nosso "triângulo" há algo mais surpreendente, nele do alto de um vôo se avista a "Cidade Fantasma", que muitos afirmam ser real, enquanto outros acreditam ser uma miragem. O que mais assusta é saber que ambos vêem a mesma coisa, construções cilíndricas, piramidais e até uma pista de pouso longitudinal. Os que acreditam ser miragem, dizem que é porque ela de repente desaparece misteriosamente aos olhos. Mas seria uma miragem? Ou um artifício de camuflagem, ativado assim que detectado aproximação da aeronave?
Mistério...

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Pensamento Vivo.

Muitos nomes passaram pela história e marcaram época, porém, outros tantos apesar de não terem tanto destaque como ícone da humanidade, marcaram sua passagem com frases e pensamentos marcantes que ultrapassaram sua fama.
Sempre gostei de ler essas frases e pensamentos, além de muitas vezes serem inspiradoras e motivadoras, algumas frases traduz pensamentos de épocas e que ainda hoje, são tão atuais.
Por isso resolvi publicá-las e me surpreendi com muitas das que pesquisei.
Personalidades que nunca imaginei terem frases tão impactantes me surpreenderam, um bom exemplo é Bob Marley.
Ao longo desses dois anos de blog, recebi alguns e-mails comentando sobre essas publicações, amigos que gostaram da iniciativa e das frases selecionadas, outros que nem tanto, mas enfim, são unânimes em concordar que elas de alguma forma os interessaram.
Agora, no segundo ano de blog, chegamos ao Pensamento Vivo nº 100 e nada melhor, que colocar uma frase sobre o sucesso de Willian Feather  para comemorar, afinal todos nós o buscamos de alguma forma.
E só como "canja" do que está por vir no decorrer do tempo em "Pensamento Vivo", na busca do terceiro ano do "Sou Freitas", deixo uma frase de um gênio, Albert Einstein.

"O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer."

Pense...

domingo, 21 de outubro de 2012

Andarilho XIV - O velório


Não gosto de velórios.

Depois de um bom banho na casa dos familiares de Rodrigo e Marlene, preferi permanecer nas proximidades, observando o movimento dos amigos e parentes que chegavam para se despedir do Dr. Gustavo, o avô deles.

Dingo — eu continuava a chamá-lo assim — ainda estava comigo. Sentado ao meu lado, parecia atento a tudo, como se também compreendesse a solenidade daquele momento.

O movimento era lento, porém organizado. Pessoas se abraçavam, algumas choravam em silêncio, outras apenas se apoiavam umas nas outras. Aos poucos, o velório Luz Azul foi ficando cheio.

Aquele nome despertou em mim a lembrança de Carlos e da história do emprego que mudara sua vida. Naquele dia, também morrera um homem e outro havia nascido.
É curioso o que a morte provoca em nós. Nem sempre assusta — às vezes apenas surpreende.

Ao longo dos anos, perdi pessoas especiais, queridas, que deixaram saudades profundas. Ainda assim, nunca me senti paralisado ou dominado pelo medo da minha própria morte. Mais uma vez, veio-me à memória outra história: a de Lurdinha, que me acolhera na estrada e se despedira da vida — e de mim — do mesmo modo como surgira: sem explicação.

O semblante de quem chegava era carregado de tristeza. Dr. Gustavo devia ser um homem bom e muito querido. Os abraços trocados pareciam sinceros, quase terapêuticos, como se cada gesto ajudasse a sustentar quem ainda permanecia de pé.

Recordei-me de um dia em que fui consolar um amigo que perdera o filho, um jovem de apenas vinte e três anos. Ao abraçá-lo, senti parte da dor que ele carregava — e, ainda assim, ali estava ele, encontrando forças para confortar a esposa e a filha. Aquele momento me marcou profundamente.
Penso em como é difícil se desligar de quem amamos. Às vezes, esses entes continuam presentes de formas que não sabemos explicar.

De alguma maneira, Deus nos ensina a seguir em frente sem alarde. Ele nos sustenta quando as forças faltam e, no instante em que julgamos estar esgotados, renova nossa energia. Com uma delicadeza imensa, parece sussurrar em nossos ouvidos: “Siga em frente.”

Há momentos em que damos um passo adiante como se tivéssemos recebido um leve empurrão nas costas. Verdadeiramente, Ele age assim.

Marlene saiu do velório algumas vezes e olhou em minha direção. Sorria timidamente. Talvez não acreditasse que eu realmente ficaria ali até o fim, como havíamos combinado. Sabia que eu estaria com Tobi — e por isso aparecia, nos observava por alguns segundos e logo retornava.

Eu sabia que Dingo não seguiria comigo. Ele havia reencontrado sua dona. E, ainda que não fosse dito em palavras, era evidente que Marlene não permitiria que ele voltasse a me acompanhar pelas estradas. Eu também teria que me despedir dele.

As pessoas continuavam chegando. Àquela altura, parecia que a cidade inteira estava ali. A tarde avançava, anunciando o momento mais difícil: a despedida final.

Foi então que um casal chegou com uma menininha. O homem estava visivelmente abatido. Quando desceu do carro e contornou o veículo para abrir a porta, reconheci-o de imediato.

Era Carlos.
O vendedor da Luz Azul.

Senti um aperto no peito. Fiquei inquieto.
Não podia ser coincidência demais.

O que estava acontecendo com minha vida — e com os caminhos que eu insistia em percorrer?