domingo, 14 de julho de 2019

Um dia, mais uma teimosia

Hoje depois de algum tempo, entendi porque alguns amigos se foram...
Sempre me inconformo em aceitar... lindos e fracos.
É difícil resistir a força que nos puxa.
Mas vou dizendo, pela décima vez, resisti... Não será dessa vez
Não vou sucumbir , principalmente se é isso que esperam de mim.
Sou teimoso e ignorante demais, para ceder a dita cuja... morte.
Mais um dia, mas uma teimosia... Assim vou levando.
Choro por aqueles que vejo sofrer e que não tive capacidade de ajudar.
Mero material, diriam uns. Outros, já diriam que nós fazemos o que percorremos.
MENTIRA!
Nos é dado de acordo com o que podemos carregar... bobagem.
A dilaceração é mais forte do que qualquer coisa e o sangue...
só é percebido no corpo do oponente.
Jogou-me no chão e não liquidou?
Surpresa!!
Aqui estou de volta e vim para ficar.
É só isso.


Lucas.

terça-feira, 4 de junho de 2019

Morcegos Negros - Lucas Figueiredo

Morcegos Negros

Google books:
Durante quatro anos, o jornalista Lucas Figueiredo, repórter da Folha de S.Paulo, buscou pistas para decifrar os mistérios do Esquema PC. Nesse período, reuniu provas na Itália, na Suiça, nos Estados Unidos, na Argentina e no Uruguai- e também em Alagoas, é claro- que revelam que os negócios do ex-tesoureiro de Collor iam muito além de corrupção. Em 'Morcegos Negros', Lucas Figueiredo mostra que o Esquema PC tinha conexões com o crime organizado internacional. Vasculhando documentos sigilosos no Brasil e no exterior, o jornalista teve acesso a dados referentes às movimentações financeiras entre PC Farias e seus parceiros- mafiosos italianos pertencentes a uma das maiores redes internacionais de narcotráfico. 'Morcegos Negros' também revela como as instituições brasileiras tiveram acesso a muitas dessas informações e, mesmo assim, deixaram impunes crimes que vão de tráfico de drogas a assassinato- incluindo o de PC Farias e sua namorada, Suzana Marcolino.


Opinião:

Difícil ler esse livro e não ficar indignado com a roubalheira que houve na época ou, assustado com o poder da máfia e do narcotráfico. O grande ganho desse livro é a forma como o jornalista o tratou. Uma leitura simples, gratificante e muito equilibrada, o suficiente para amenizar o conteúdo do mesmo. Confesso que o que mais me tocou, foi saber que estamos vivendo nesse momento, um Déjà vu. Merece uma nota 8.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Mas Delinha...

Já era hora de passar para o quintal do vizinho, mas deixa eu explicar...

Domingo dia de descansar, tomar uma cervejinha e almoçar no vizinho.
O vizinho, só para entendimento, que é conhecido por mim e minha digníssima como Mano Véio, é meu irmão mais velho. Minha casa faz fundos com a dele, então é só pular o muro... literalmente, e estamos na casa dele e vice-versa. Na verdade, se fossemos totalmente civilizados e não tão preguiçosos, era só sair de casa dar uma volta no quarteirão e estaríamos lá.
Arrumei a escada na posição certa e eu e Jackie começamos a subir, ela a frente e eu a seguindo. Logo de cara, Twoo meu cachorro de outras histórias, tentava nos impedir puxando-nos pela perna da calça, mas tranquilo... Bastou uma boa bronca e ele soltou e ficou jundo com Delinha, a nervosinha, a cachorra menor, ambos latindo como que se não autorizasse nossa ida. Umas palavras de consolo de Jackie a eles e atravessamos a fronteira das casa.
Sumimos de seu olhar, mas não pararam um segundo de latir.
O dia como esperado foi maravilhoso, muita conversa, umas cervejinhas, muito divertimento e ficou assim. O dia passou rápido.
Já no final da tarde, lá fomos nós pular o muro novamente. Nos despedimos de todos e acertamos a escada pelo lado contrário e lá fomos nós de novo.
- Meu Deus!! - Essa era Jackie no alto do muro com uma cara de espantada.
- Amor, você não imagina o que eles fizeram... - Voltando -se para os cachorros - Mas Delinha...
É lógico que não esperei mais e subi imediatamente atrás dela. Quando olhei para nosso quintal fiquei estático como Jackie.
Onde eu havia criado uma pequena horta com alfaces, coentros, cebolinhas, berinjela, pimentões e outros, meu orgulho de realização, parecia que tinha sumido. No lugar da minha hortinha, também vista como oficina de terapia e relaxamento,  restara um monte de restos da hortaliças, buracos e terras espalhadas por todo lado. Não era nem possível identificar sequer uma alface.
Depois de alguns segundos de paralisia total, olhei na direção dos cachorros que estavam parados, lado a lado, sentadinhos com uma carinha que dizia: "Olha que lindo que eu fiz", enquanto balançava freneticamente os rabinhos.
Delinha, agora apelidada de Taz (referencia ao personagem demônio da Tasmânia da Disney, que destruía tudo por onde passava), ainda trazia no focinho e corpo, terra e pedaço de folhagem.
Parecia que um tornado gigantesco passara por ali, não sobrou nada.
O que fazer?
Descemos do muro, pegamos vassoura e pá e fomos limpar aquela bagunça toda, enquanto meu irmão olhava de seu lado o temendo estrago, enquanto Jackie só repetia: Mas Delinha...
É claro que Twoo o Taz 2, aproveitou a farra da cadelinha e fez sua parte, mas sabemos de onde surgiu a ideia desse estrago. Delinha, a cadela tatu que nos adotou.


Ressumindo, parei com isso. Agora só horta em vaso e sobre cavaletes.


quinta-feira, 16 de maio de 2019

Uma nova história do tempo - Stephen Hawking e Leonard Mlodinow

Uma nova história do tempo
Google books:
Uma das mentes mais geniais do mundo moderno, Stephen Hawking guia o leitor na busca por respostas a algumas das maiores dúvidas da humanidade: Qual a origem do universo? Ele é infinito? E o tempo? Sempre existiu, ou houve um começo e haverá um fim? Existem outras dimensões além das três espaciais? E o que vai acontecer quando tudo terminar?


Opinião:

Um baita livro. Podemos dizer que é uma continuação do outro livro "Uma breve história do tempo". Além de dar uma atualizada em alguns conceitos, ele trás de uma forma bem clara e simples, apesar de alguns capítulos muito técnicos que viajei mais que qualquer um.
A forma em que responde a maioria das perguntas citadas pelo Google Books e outras mais, foi muito esclarecedora e instigante, como a possível, mas ainda não provável, viagem no tempo. Basta a frase que ele registra. " Hoje, estamos mais perto que nunca de entender a natureza do universo. Nosso objetivo ao escrever esse livro é compartilhar parte da excitação dessas descobertas e a nova representação da realidade que está consequentemente emergindo". É pra viajar e deixar a cabeça dar voltas com um livro que é uma aula. Merece uma nota 8.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Minha Delinha é mamãe! Mamãe????

Com atraso de dois meses e alguma relutância, resolvi registrar mais essa proeza de meus amados amigos caninos.
Para começar, parece que tudo acontece com a nossa pequena cadelinha e sou obrigado a resumir para quem quer que esteja lendo compreenda quem é Adélia Vitória, ou simplesmente Delinha. 
Para início de conversa, foi ela quem nos escolheu ou nos adotou, e nem deu chance de opinarmos sobre isso. De tão magrinha e pequena, achou uma brecha no portão de casa e entrou na cara de pau (ou de fome). Também sem ser convidada, aproximou da comida do Twoo meu Pitdor (pitbul com labrador) e comeu sua a ração. E o "grande" protetor da casa, só ficou olhando. Enfim... Ficou de vez.
Muito arisca, talvez pelas dificuldades que enfrentou até ali, sempre fugia quando nos aproximávamos. Apesar de desconfiada de tudo, todo barulho que vinha na rua a fazia sair em disparada para perseguir ou ficar a latir. Hiper estressada.
Foi numa dessas escapadas desesperadas para seguir algo ou alguém, que foi atropelada.
Apesar do impacto, voltou correndo e se escondeu debaixo do meu carro. Para tirá-la de lá foi muito difícil. O medo era de que tivesse quebrado algo e arrastando piorarmos a situação. Conseguimos aos poucos pegá-la e verificamos que não havia nenhum machucado grave, ainda assim a levamos ao veterinário.
Depois de uma análise física geral, o veterinário não encontrou nenhuma lesão, aproveitamos para tratá-la de pulgas e outros, e fomos todos para casa.
Nos dias seguintes percebemos ela muito inquieta e ainda fugindo de um carinho. Continuava a dar saídas longas e voltava para comer. Começamos a perceber que estava cada vez mais triste e isolada até que sumiu de vez.
Saímos eu e Jackie atrás dela e a encontramos a beira de um córrego, sentada e com olhar distante. Sem nenhuma reação a nossa chegada. A cena mais deprimente que já vi na vida. Parecia que havia se isolada para morrer. Muito difícil de se ver.
A levamos novamente para casa e ela começou a espumar pela boca algo verde. Corremos novamente ao veterinário e a deixamos internada para um atendimento mais cuidadoso.
Diagnóstico: havia comido veneno, chumbinho.
Algum desalmado deve ter colocado para matar ratos no córrego e a coitadinha comeu.
Começaram a fazer uma desintoxicação em Delinha e ela inchou, virou uma bola com o soro aplicado.
Analisando os veterinários descobriram que quando ela foi atropelada, rompeu sua bexiga. Sem muito pensar decidimos, opera.
Esse foi o início da saga da minha cachorrinha, mas só o início.
Após dois anos desse drama todo, resolvemos castra-la, afinal ninguém aguentava mais o desespero do Twoo quando vinha o cio. Aproveitamos um mutirão de castração promovido pela prefeitura local e lá vamos nós com Delinha. Castrou e ela restabeleceu-se rapidinho.
Mais um ano se passou e.... em poucos dias Delinha ficou gorda demais. Como Twoo que é três vezes maior que ela para "pega-la" e ainda por cima ela era castrada, logo pensamos no pior. Um tumor.
Corremos com ela para o veterinário e SURPRESA!!! Delinha vai ser mamãe.
- Como assim?? - Essa foi Jackie
- Pelo ultrassom deve ter pelo menos 5 filhotes. - Disse o responsável pelo ultrassom.
Bem nem vou relatar a nova saga, haja texto e sandices (sandices porque eu e Jackie quase piramos).
Resumindo chamamos a ONG responsável pela castração e lá foi a Delinha para uma cesárea.
O resultado está na foto. 6 lindos filhotes.
Tina, Tom, Rage, Bonnie, Janis e Taylor.
Delinha venceu mais uma. Essa garota é fera mesmo.

Parabéns mamãe!!!