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quarta-feira, 22 de novembro de 2017
E o Leão se engasgou com o Sapo
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
Segunda
sábado, 24 de dezembro de 2016
Feliz eic,,, Natal eic... Pra eic... Todos eic...

Eita
ano difícil aquele.
Deveria ter uma regra divina dizendo que
jovens não podiam ter ou sofrer nada de errado no Natal, mas como naquela época
essa regra já não existia, aconteceu assim...
O Natal é a época que mais adoro, eu e
Elvis Presley, então nos preparamos para ela.
Como era tradição, todo mundo ajudou e
conseguimos comprar uma caixa de champagne sidra para tomar no Natal e se
sobrasse no Ano Novo também, mas já digo, não sobrou.
Está certo, que erámos todos muito
novos, na faixa de 12 a 15 anos. Eu estava na turma dos 12.
Não tínhamos muita noção do que era o
Natal, apenas sabíamos que era uma festa boa demais, que além de comer e beber
muito bem, ainda ganhávamos presentes. Quem naquela época, não pegou um
daqueles tíquetes de brinquedos da fábrica Estrela, que vinham picotados e não
colocou em algum lugar para que seus pais encontrassem e quem sabe, desse o
brinquedo escolhido. Um dia eu coloquei um deles, no sapato do meu padrasto,
ele o calçou sem perceber, indo embora trabalhar e nada de presente. Mas
voltando ao assunto...
Não me lembro mais quem conseguiu
comprar a caixa da bebida, mas todos ficamos super ansiosos para comemorarmos
aquele Natal.
Não combinamos horário, apenas que nos
encontraríamos e beberíamos as champagne. Assim aconteceu.
Confesso que, apenas me lembro de quando
sentamos na calçada, de costas no muro da casa da dona Dé, ao lado do bar do
Mineiro, que ficava praticamente em frente à minha casa e começamos a
comemorar. Depois vem a minha memória, mamãe pegando no meu pé porque ainda
estava na rua até aquela hora, que nem faço ideia qual seria, enquanto todos me
procuravam.
No mesmo dia, já com o dia claro e eu
com a cabeça do tamanho de um elefante, encontrei os colegas. Apenas os que
apareceram na rua, outros estavam de castigo e começamos a conversar.
Por incrível que pareça, ninguém se
lembrava muito das estripulias da madrugada. Como na montagem de um quebra
cabeça, cada um contou o que lembrava e tentamos montar o que aconteceu.
Teve colega que até levou amigo para
dormir em casa, pois ele não lembrava onde morava. Pense no desespero da
família procurando por ele. Um outro dormiu no tanque de lavar roupa e foi
encontrado pelo pai depois de horas e eu.... Bem, consegui chegar em casa, só a
achei um pouco apertada e muito quente. Achei estranho que mamãe me acariciasse
tanto e me beijasse, mas dormi ali. Passados horas ou segundos, não sei, senti
sendo puxado pelos pés e muita conversa alta e então reclamei: Não se pode mais
dormir nessa casa.
Ouvi mamãe falar algo, mas não entendia
direito, eu estava com sono.
Quando levantei mais tarde, senti um
gosto amargo na boca, o estomago ruim demais e nem consegui tomar café. Então
mamãe começou a contar minha arte.
Disse ela que cheguei da rua meio
sonolento e que falei que ia dormir. Ela nem deu muita atenção estava na
correria de arrumar tudo para a ceia, enquanto os demais estavam de olho na TV.
Quando foram deitar, depois da comemoração de Natal que teve até reza,
perceberam que eu não estava na cama e foram me procurar.
Os puxões pelo pé que senti, era o me
arrastar para fora da casa do Dingo, meu cachorro. Foi lá que fui dormir.
A noite de Natal mesmo, nem vi. Meu
presente, só abri no dia seguinte e muito sem animo, ainda com sintomas dos
goles a mais da champgne, que sofrimento. Segundo um dos colegas, eram 24
garrafas e cada cada um deve ter bebido, no gargalo, pelo menos quatro já que
estávamos em seis. Esse foi o meu primeiro porre.
Hoje em casa não se bebe exagerado no
Natal, apenas um gole de champagne e uma ou duas latinhas de cerveja.
Entendemos que essa data não é para isso e sim festejar, orar e agradecer ao
menino Jesus por tudo que vivemos no ano e é claro, não falta o “Parabéns a
você”, afinal é Seu aniversário.
Feliz Natal a todos, com muita moderação
e não se esqueçam do aniversariante.
Olha o Carangueijo!
Ele tem muitas histórias, algumas muito difíceis e outras muito divertidas - lidar com um baiano, com sangue de italiano não era fácil.
Naqueles dias estávamos indo direto para a Praia Grande, mais especificamente para a praia de Solemar - o Velho havia pego uma obra enorme para construir lá, uma mansão - e nós íamos para fazer companhia e dar uma mão. Está certo que eu e Mano Velho, estávamos é mais interessados na praia do que carregar telhas ou areia. Era dar uma folguinha e lá estávamos nós, eu com meu fantástico caiaque laranja, inflável e Mano Velho com sua incrível prancha de isopor.
Quando voltávamos para Santo André, o Velho resolveu comprar alguns caranguejos para trazer para casa, aquele de beira de estrada. Quem o conhecia bem, sabe como era exagerado e dessa vez não foi diferente. Nada mais, nada menos que um saco de estopa de aproximadamente 100 litros de caranguejo vivo. Quanto dá isso, sei lá. Só lembro que era caranguejo pra caramba.
Não podia dar outra coisa, já n estrada tivemos problemas. Quem também estava conosco nessa aventura, era minha querida tia Odete. Logo no meio subida, pela antiga serra velha, o saco de caranguejo tombou e os caranguejos escaparam e começara a andar dentro da velha Kombi. Imaginem o Velho tentando controlar o veículo com todos nós atras berrando, tendo caranguejo por todo lado. Sufoco.
Paramos em um dos raros acostamento da velha estrada e conseguimos aprisionar todos aqueles bichos feios. Foi realmente uma aventura. Mal abrimos as portas do carro, a tia saltou pra fora que nem vimos como, com a porta escancarada muitos caranguejos saíram também e começaram a andar . Que trabalhão deu juntar todos os bichos e colocar no saco novamente. A tia só aceitou entrar novamente na Kombosa, quando garantimos que havíamos pegos todos e amarrado bem o saco. Aliás um aparte... Cansei de ver gente se benzendo quando o velho passava com a Kombi, era ela de um azul muito escuro e as pessoas pensavam que era um carro funerário. Mas enfim, chegamos em Santo André e descarregamos tudo sem tirar os bichos do saco.
A noite teria em casa uma sessão espirita, religião de meus pais, como nos atrasamos muito para chegar, só deu tempo de descarregar tudo e eles já se prepararam para receber o pessoal que participaria.
O pessoal foi chegando e sentando nos velhos bancos que tínhamos no comodo em que acontecia os trabalhos. Depois que começaram os trabalhos, todos estavam concentrado e o atendimento as pessoas havia começado, adivinha quem escapou novamente e foi aparecendo por debaixo dos bancos passando pelos pés dos participantes. Isso mesmo, os caranguejos.
Foi um tal de gritar e correr de um lado ao outro que pelo amor de Deus, parecia estar acabando o mundo. Era "meu Deus!" daqui e de lá. Ora ouvíamos, "ele me pegou", outra "sai daqui bicho, socorro" e coisas parecidas.
Para dizer a verdade, nem sei como resolveram isso. Eu e Mano Véio estávamos no nosso quarto, rindo demais para fazer algo e para todo efeito, eu nego participação. Já não sei dizer o mesmo dele... Hehehe.
