quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Sofia



Não há como não permitir o atrevimento de minha mão
Em insistir escrever palavras que teimam em me entregar
Peço-lhe silêncio, que pare, peço-lhe cumplicidade então
Mais ela continua, desliza no papel rabiscando a me denunciar.

Queria acabar com as palavras, apagar o alfabeto,
Mas sei que isso não adianta e não seria correto
Como fazer, evitar que ela possa saber...
O que acontece e o quanto me ponho a perder

Sei que só palavras apenas, nada dizem.
Porém a conheço, é sábia e irá perceber,
Que nesse meu mais afoito deslize
Entregarei em suas mãos, todo o meu ser.

Tento de todas as formas e maneiras evitar,
Algo que teima e que constantemente me desafia
Um calor gostoso, até mesmo quando pronuncio...
Se nome, seu rosto,... Querida filha

Minha Sofia.

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