sexta-feira, 31 de agosto de 2012
# 74 - Vittorio Alfieri Vittorio Alfieri
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Eu prefiro...
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Egito antigo.
# 73 - Woody Allen
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Climas a parte
Às
vezes reclamo, um pouco, do clima de São Paulo.
Tem dias que precisamos sair de casa com
um guarda roupa nas costas, muda todo o clima durante o transcorrer do dia.
Quando saio pela manhã para trabalhar,
logo cedo está uma neblina gelada nessa época do ano. Está certo, moro em uma
zona semi rural, muito verde e não muito distante de uma represa, então me
empacoto todo, camiseta, camisa de manga longa e jaqueta, como espero o
transporte para o trabalho as margens de uma rodovia, cada veículo que passa
por mim, parece um pente de lâminas me cortando de frio.
Já no transporte retiro a jaqueta, as
janelas estão fechadas e quase 20 pessoas respirando o mesmo ar, então,
esquenta um pouco.
Por volta das 12 hs, já só de camiseta,
a camisa descansa no encosto da cadeira, reclamo agora do calor, o sol já arde
e nem estamos no verão.
Quando vai chegando o meio da tarde,
começa a cair á temperatura novamente, ainda dá para sair do trabalho
apenas de camiseta, porém, já deixo a camisa de mangas longas de jeito.
Chegando próximo ao meu bairro, já estou
empacotado novamente. Assim é São Paulo nessa época do ano. A gente se
acostuma.
Penso em visitar uma cidade do nordeste
e conversando com o meu informante de clima, de Recife, fiquei apreensivo.
— Oi... Como está o clima por ai?
— Chove.
No outro dia... Chove de novo, mais um
dia e... Chove.
Caracas... Pensei que sofreria de calor
por lá, mas a cada dia que nos falamos sou informado...
— Não vai acreditar... Chove aqui.
Acredito.
Está certo que a época é para estar
assim mesmo, mas... Como chove por lá. Diz meu informante que não é bem assim,
mas faz um tempão que me diz... "Está chovendo aqui."
Bem, mas por garantia deixarei para
viajar em outra época, não dá pra ficar andando a todo o momento com um
guarda-chuva. E por falar nisso...
Adivinha como está o clima em São Paulo
agora?
... Chove.
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segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Gestão de pessoas
# 72 -Ziraldo
domingo, 26 de agosto de 2012
Andarilho VIII - Moinhos de vento - Parte II
O tempo pareceu congelar. Ninguém se moveu.
Soltei suas mãos, agradeci pelo lanche e vi Soninha, ruborizada, sair pela lateral. Quando ergui os olhos novamente, Gilberto também já havia partido.
Fiquei ali por um instante, parado, tentando organizar os pensamentos. Chamei Dingo, apanhei a mochila e segui em direção à porta. Parei. Voltei-me. Soninha ainda estava ali, a me olhar. Permaneci imóvel por alguns segundos e, sem dizer nada, saí.
Dingo caminhava ao meu lado quando atravessei a rua, seguindo rumo à saída de Três Rios. Estava inquieto. Latia, cruzava meus passos, quase me fazia tropeçar, como se implorasse para voltar. Cedi. Deixei que me guiasse.
Retornamos ao galpão onde havíamos almoçado. Num canto, estava Gilberto. Olhei para Dingo e sorri. Sentei-me ao seu lado. Ele segurava uma fotografia.
— Dingo me trouxe até você para que eu pudesse me despedir e agradecer por tudo. Aconteceu muita coisa em pouquíssimo tempo, não é? Mas já estou indo.
Estendeu-me a foto e pediu que o acompanhasse. Saímos do galpão sem trocar palavras e seguimos em direção à rodovia. Enquanto caminhávamos, observei a imagem: uma menina ao lado de Gilberto.
Andamos por cerca de quinze minutos em silêncio, até pararmos na entrada da cidade. Então, ele começou a falar.
— Essa menina é minha filha… minha Dulcineia. Eu a perdi há muitos anos, atropelada na minha cidade natal. Era tudo o que eu tinha. Depois disso, saí pelo mundo, caminhando pelas estradas por seis anos. Foi ali — apontou — naquele ponto, que fui atropelado por Soninha. Não foi culpa dela. Estava escuro, e eu havia bebido, como sempre fazia. Não foi culpa dela… não foi. Ainda assim, ela me socorreu, me acolheu e conseguiu esta cadeira para mim. Meu cavalo, senhor Quixote. Durante a recuperação, li o livro da nossa história inúmeras vezes. Por isso te reconheci. Já vivi isso tudo. E nem preciso dizer que me apaixonei por ela. Soninha é sozinha e, por achar que teve culpa, me suporta todos esses anos. Não consigo arrancá-la desse pensamento.
Aproximei-me de sua cadeira, coloquei a mão em seu ombro.
— Entendo, amigo. Mas não pense em bobagens… Eu apenas estava…
— Não precisa dizer nada. Eu sei. Se não for você, será outro. Enxerguei um moinho e estou travando minha luta contra ele. E vencerei.
Fez uma pausa e continuou:
— Preciso ir agora. Ficará bem… Obrigado por tudo e boa sorte. Eu e Sancho precisamos seguir. Deixo um moinho para trás, mas ainda preciso encontrar minha Dulcineia. Foi um prazer. Adeus.
Comecei a me afastar.
Assim… do nada cheguei, do nada fui.
A vida é assim. Chega rápido e, do mesmo modo, se vai. Os momentos não se repetem, mas as batalhas — as que vencemos e as que ainda teremos de enfrentar — se revelam a cada passo, a cada caminhada. Elas não são imaginárias. São reais.
— Vamos embora, Dingo Pança. Nossa estrada ainda é longa.